- A Câmara Municipal de Almada prolongou, até novo aviso, a situação de alerta devido ao risco de deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.
- A decisão mantém a monitorização permanente do território, com apoio do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa.
- Medidas de mitigação e vigilância incluem uso de satélite (programa Copernicus), drones e colocação de marcadores no terreno; o objetivo é reduzir o risco e gerir evacuações adicionais.
- No concelho, 502 pessoas ficaram desalojadas, com 230 acolhidas em alojamentos hoteleiros; 147 ainda permanecem nesses espaços.
- O LNEC recomenda inspeções diárias no topo da arriba em Costa da Caparica, exploração de soluções de delimitação de zonas de interdição e estudo de estabilização definitiva da arriba fósil.
A Câmara Municipal de Almada decidiu manter a situação de alerta activada no concelho, devido ao perigo de deslizamentos de terras. A medida foi prolongada nesta segunda-feira, após ter sido decretada a 5 de fevereiro, em resposta às condições meteorológicas recentes.
Entre as áreas mais afetadas estão a Costa da Caparica e Porto Brandão, onde vários deslizamentos têm ocorrido desde o início das tempestades. A autarquia indicou que o risco ainda persiste e que houve necessidade de evacuações em várias habitações.
A decisão foi tomada com base em pareceres do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). A presidente da Câmara, Inês de Medeiros, reuniu-se com moradores de Porto Brandão, Azinhaga dos Formozinhos e Costa de Caparica, que tiveram de abandonar as casas.
A monitorização inclui tecnologia de satélite, drones e marcadores no terreno, com o apoio do programa Copernicus. Mesmo assim, Inês de Medeiros sublinhou que não se pode desconsiderar o risco de novos desabamentos, mantendo as medidas preventivas.
O LNEC recomenda inspeções diárias ao topo da arriba da Costa da Caparica e validações para eventual evacuação adicional. Também sugerem estudos sobre delimitação de zonas de construção e soluções de estabilização da arriba fóssil.
Relatórios da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, datados de 27 de fevereiro, reforçam a necessidade de monitorização contínua, dada a perspetiva de movimentos de massa durante períodos de drenagem e secagem do solo.
Ao todo, 502 pessoas continuam desalojadas no concelho: 359 na Azinhaga dos Formozinhos, 109 na Costa da Caparica e 34 em outras áreas. Cerca de 230 estão alojadas em hotéis pela autarquia, com 147 ainda em alojamento, segundo os últimos dados oficiais.
As persistentes condições climáticas, associadas a episódios de precipitação intensos, mantêm o risco de novos deslizamentos. Este cenário levou autoridades a manter medidas preventivas até que haja condições estáveis e avaliação técnica contínua.
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