- Mais de quinhentas pessoas, incluindo utentes, médicos e autarcas, participaram num protesto contra o encerramento da urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital do Barreiro decidido pelo Governo.
- Os contestatários acusam a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de não ter consultado autarcas, comissões de utentes ou bombeiros, apesar das obras de dois milhões de euros no hospital.
- O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, anunciou que os autarcas da região irão ao Ministério da Saúde na segunda-feira, às oitoh30, para serem ouvidos.
- A concentração também contesta a decisão de concentrar a urgência de Obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, afirmando que isso agrava o caos nos serviços da região e coloca mais partos em ambulâncias.
- Representantes de várias forças políticas, incluindo deputados e autarcas, estiveram presentes, manifestando apoio à preservação do serviço de proximidade no Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
Mais de 500 pessoas participaram este domingo num protesto junto ao Hospital do Barreiro contra o encerramento da urgência de Obstetrícia e Ginecologia, decisão anunciada pelo Governo. O objetivo foi exigir manter o serviço de especialidade na região.
Os envolvidos incluem utentes, médicos e autarcas da Península de Setúbal. A contestação teve ainda o apoio de dirigentes de várias forças políticas, que apelaram à revisão da decisão e à consulta das comunidades locais antes de qualquer mudança.
O grupo exigiu finanças e infraestruturas asseguradas para manter a urgência. Alegam que o hospital já investiu cerca de dois milhões de euros em obras e equipamentos, e defendem que o encerramento não pode ocorrer sem soluções para a região.
Autarcas prometem audição no Ministério da Saúde
O presidente da Câmara do Barreiro anunciou que os autarcas se deslocarão na segunda-feira ao Ministério da Saúde para pedir esclarecimentos. A reunião está marcada para as 8h30, no âmbito de um encontro com a tutela.
Segundo Frederico Rosa, a decisão de concentrar a urgência em Almada não resolve problemas nem na prática facilita o acesso dos residentes a cuidados obstétricos. O autarca afirmou que o movimento pretende mostrar a posição dos municípios da região.
A Federação Nacional dos Médicos destacou que a mobilização mostra a legitimidade da posição dos utentes da área, defendendo que se exigem reforços de salários e equipas para manter os serviços abertos. A ideia é evitar que o encerramento se estenda a outras especialidades.
Entre os presentes estiveram deputados e autarcas de várias forças políticas, incluindo PCP, BE, PS e o PSD local, que sublinharam a necessidade de manter a proximidade de cuidados na região.
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