- O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que vingar a morte do aiatolá Ali Khamenei é um direito e um dever legítimo.
- Ali Khamenei, de 86 anos, foi morto no sábado em Teerão durante ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão; as operações continuam no domingo.
- Pezeshkian qualificou a morte como uma “declaração de guerra” contra os muçulmanos e, em especial, contra os xiitas a nível mundial, destacando a sua posição enquanto líder supremo.
- O Irão responsabiliza o denominado “eixo norte-americano-sionista” pela morte e afirma que o derramamento de sangue exige vingança, com o país a cumprir a sua responsabilidade com todas as forças.
- A Guarda Revolucionária prometeu vingança contra 27 bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente; outras figuras iranianas também avançaram ameaças a Israel e aos EUA, enquanto Donald Trump reagiu com avisos de retaliação.
O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que vingar a morte do aiatolá Ali Khamenei é um direito e dever legítimo da República Islâmica. A declaração foi divulgada pela televisão estatal.
Khamenei, aos 86 anos, foi morto no sábado em Teerão, no início de ataques aéreos de Israel e dos EUA contra o Irão, que se mantêm hoje. A confirmação foi feita em comunicado oficial.
Pezeshkian descreveu a morte como uma declaração de guerra contra muçulmanos, em particular xiitas, segundo a agência France-Presse. Afirmou que Khamenei era a mais alta autoridade iraniana e uma figura central no xiismo.
Ameaças e reacções
A Guarda Revolucionária prometeu vingança, com promessas de ataques a 27 bases norte-americanas no Médio Oriente. O parlamento, pelo seu presidente, também advertiu sobre golpes devastadores.
O chefe da segurança, Ali Larijani, disse que Teerão responderá a Israel e aos EUA com uma força sem precedentes, numa mensagem publicada nas redes sociais. A comunicação seguiu a ofensiva iniciada no fim de semana.
O antigo presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu a essas declarações, insinuando que uma resposta iraniana seria recebida com força inédita. A rede social X serviu de plataforma às mensagens.
O Irão anunciou 40 dias de luto pela morte de Khamenei, que liderou o país durante 36 anos. O contexto envolve uma operação militar de Israel e dos EUA que já causou várias baixas políticas e militares iranianas.
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