- Em Porto, no Tribunal de São João Novo, começou o julgamento de um homem acusado de dois crimes relacionados com um tiroteio durante o Carnaval de dois mil e vinte e cinco.
- A vítima, um amigo de infância do arguido, foi alvejada na perna por três disparos; o arguido afirma que a sua intenção era apenas magoá-lo, não matar.
- O caso surgiu após o descobrimento de traição com a companheira do arguido; o homem diz ter visto mensagens no telemóvel e confrontou o amigo.
- O arguido contou que descobriu a traição na sexta-feira e que, no fim de semana, questionou o amigo, que reconheceu ser corno, levando ao tiroteio na segunda-feira.
- A mulher do arguido continua a viver com ele e a relação entre as duas vítimas e o alegado traidor foi descrita por testemunhas no bairro; ninguém foi formalmente identificado como alvo final.
O Tribunal de São João Novo, no Porto, manteve hoje perante a justiça um caso ligado a uma tentativa de homicídio ocorrida no Carnaval de 2025. O arguido, amigo da vítima, confrontou-se com uma acusação de tentativa de homicídio motivada por uma traição amorosa. O julgamento decorre no piso superior do tribunal, perto do Douro, onde o rio se estende pela cidade.
A acusação relata que o arguido disparou três vezes contra o seu amigo, ferindo-o na perna. Segundo a narrativa apresentada, o confronto terá nascido de mensagens e fotos descobertas no telemóvel da companheira do arguido. O arguido afirmou apenas ter pretendido magoar o homem, não matá-lo, e reconheceu ter errado. O tribunal ouviu também que a vítima tinha mantido relação com a companheira do arguido.
Contexto do caso
De acordo com a defesa, o crime decorreu após o arguido ter descoberto a traição numa sexta-feira e ter a primeira reação numa conversa anterior com o amigo. O próprio arguido admitiu ter disparado, mas assegura que o objectivo era ferir, e não eliminar.
Versão da vítima e testemunhas
A vítima confirmou no tribunal que o tiro visou desbloquear uma situação de traição e descreveu que os disparos ocorreram principalmente nas pernas. Testemunhas que conheciam o casal no bairro relataram que os dois alegadamente discutiam fortemente, especialmente durante o Carnaval, mas não houve confirmação de contactuação direta entre as partes antes do incidente.
Desfecho no tribunal
O arguido admitiu ter disparado e reconheceu ter falhado na tentativa de homicídio. Refere ter agido por impulso após a revelação de uma relação extraconjugal. O caso continua em julgamento, com a defesa a sustentar que não houve intenção de matar e que a resposta foi desproporcional. O veredito ainda não é conhecido.
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