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Pesquisa brasileira oferece esperança a pacientes com lesões na medula

Polilaminina avança para ensaios clínicos em humanos, abrindo perspetivas de recuperação de movimentos e autonomia em lesões da medula

A cientista brasileira Tatiana Sampaio, da UFRJ, desenvolveu um estudo com o uso da Polilaminina no tratamento de lesões na medula
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  • A pesquisa brasileira liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, já recebe cerca de 4,6 milhões de euros (R$ 28 milhões) em investimento, com resultados promissores no tratamento de lesões na medula espinhal using a Polilaminina.
  • A substância é aplicada diretamente na área lesionada, estimulando a reconexão neural; resultados iniciais em pacientes mostraram recuperação de movimentos sem efeitos colaterais.
  • O projeto é desenvolvido em parceria com o laboratório Cristália, que apoia a produção em escala e os estudos clínicos; a UFRJ detém a patente de uso da substância, e o Cristália busca patente do processo de fabricação.
  • A próxima etapa, ainda pendente de aprovação pela Anvisa, deve incluir mais cinco pacientes em hospitais de referência em São Paulo, ampliando os testes com dois casos já em avaliação no Brasil.
  • Dois casos já relatados no estudo: Bruno Drummond de Freitas, com lesão no pescoço, e Hawanna Cruz Ribeiro, atleta da seleção paralímpica de rugby, que tiveram recuperação de movimentos após o tratamento com Polilaminina.

A pesquisa brasileira sobre lesões na medula espinhal avança com resultados promissores. Liderada pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ, em parceria com o laboratório Cristália, já angariou cerca de 4,6 milhões de euros e mostra progressos significativos na aplicação da Polilaminina, uma substância desenvolvida ao longo de 25 anos.

A substância é aplicada directamente na área lesionada da medula, com promessas de restabelecer a comunicação entre cérebro e corpo. Estudos iniciais em pacientes indicam recuperação de movimentos, sem registo de efeitos secundários.

Desenvolvimento e parcerias

O projeto surgiu no fim dos anos 1990, sob coordenação de Tatiana, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ. Em 2018, o Cristália entrou como parceiro, fortalecendo a produção em escala e a condução dos ensaios clínicos. A UFRJ detém a patente de uso da substância, enquanto o laboratório tem patente sobre o processo de fabrico.

A cada ano, até 500 mil pessoas sofrem lesão medular no mundo, segundo dados do Cristália. A pesquisa envolve, até agora, 10 pacientes nos estudos clínicos iniciais, com demonstração de melhorias de movimento e ausência de efeitos adversos relacionados ao medicamento.

Casos e próximos passos

Dois pacientes brasileiros já contribuíram para os primeiros resultados: Bruno Drummond de Freitas e Hawanna Cruz Ribeiro. Nos próximos meses, a Anvisa será consultada para autorizar a inclusão de mais cinco pacientes em hospitais de referência em São Paulo. O estudo segue sob supervisão de cirurgiões experientes.

O procedimento é realizado uma única vez, durante cirurgia de descompressão da coluna, preferencialmente nas primeiras 24 horas após o trauma. A aplicação é seguida de fisioterapia, considerada essencial para potencializar os efeitos da Polilaminina.

A Polilaminina não utiliza células-tronco embrionárias e utiliza laminina derivada de placenta humana, obtida com consentimento e em ambiente controlado. A pesquisa visa oferecer uma alternativa à regeneração neural que, até hoje, não tinha tratamento aprovado capaz de restaurar funções sem comprometer a medula.

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