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Incêndios: 15 mil operacionais e 76 meios aéreos previstos este ano

DECIR prevê 15.064 operacionais e 76 meios aéreos entre 1 de julho e 30 de setembro, na fase crítica do combate a incêndios rurais

Vários especialistas têm alertado que o risco de incêndios neste Verão foi muito agravado devido ao rasto de combustível deixado pelas tempestades
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  • A Directiva Operacional Nacional (DON) define o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, com atuação de maior esforço entre 1 de julho e 30 de setembro, no que é designado nível Delta.
  • Para esse período, o dispositivo terrestre prevê 15.064 operacionais, 2.576 equipas, 3.438 viaturas e 76 meios aéreos, mais reforços em comparação com 2025.
  • Nesta fase crítica vão estar ao serviço 50 máquinas de rastos, o meio mais reforçado, com 24 operacionais a mais que no ano passado.
  • O primeiro reforço de meios está previsto para 15 a 31 de maio, com 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos.
  • Os operacionais envolvem bombeiros voluntários, Força Especial de Protecção Civil, UEPS da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e trabalhadores da empresa AFOCELCA; as associações humanitárias respondem por 11.409 operacionais, com capacidade de mobilizar até 21.623.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026 mantém um ligeiro aumento face a 2025. O foco está nos meses mais críticos, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, com mais de 15 mil operacionais e 76 meios aéreos previstos. A decisão foi aprovada na Comissão Nacional de Proteção Civil.

A DON define o dispositivo terrestre com 15.064 operacionais, 2.576 equipas, 3.438 viaturas e 76 meios aéreos para o período de maior empenho. A produção da diretiva surge após a assinatura pelo secretário de Estado Rui Rocha.

Os números indicam que o meio mais reforçado este ano serão as máquinas de rasto, com 50 unidades. No total, há mais 24 operacionais em relação a 2025, para reforçar o combate aos fogos rurais.

Dispositivo DECIR 2026

Entre 1 de Julho e 30 de Setembro, a capacidade máxima de resposta é descrita como nível Delta. O documento detalha também os reforços de meios a 15 de Maio e novamente a 1 de Junho, com providências para ajustar o contingente conforme o risco.

Os meios aéreos somam 76 unidades no período crítico, incluindo helicópteros e aviões de vigilância, reconhecimento e apoio às operações. A divisão por funções permite coordenação e resposta rápida no terreno.

Composição e mobilização

Os operacionais são, maioritariamente, bombeiros voluntários, com membros da Força Especial de Proteção Civil e UEPS da GNR. Integram ainda Forças Armadas, INCF e sapadores florestais. A AFOCELCA também participa.

Ao todo, 11.409 bombeiros de associações humanitárias podem mobilizar até 21.623 operacionais, segundo a diretiva. O DECIR prevê disponibilidade permanente de meios que possam ser acionados em 24 horas.

A avaliação do risco aponta que o reforço de meios depende de alterações significativas do cenário de incêndio rural. O DECIR será apresentado pelo primeiro-ministro, em Ponte da Barca, na próxima segunda-feira.

As diretrizes foram discutidas na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, que também aprovou a Directiva Integrada de Vigilância e Detecção de Incêndios Rurais 2026.

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