- Nos últimos dez anos, 178 oficiais da Marinha Portuguesa pediram abate aos quadros permanentes; nos dois primeiros meses deste ano, foram 13 os que tomaram a mesma decisão.
- No total, são 191 oficiais que abandonaram os quadros da Marinha.
- As razões dominantes são financeiras: quer salários mais altos no civil, quer cortes de até 50% nas reformas dos navios mais modernos.
- Dos 191 casos, 72 implicaram indemnizar o Estado, com um total de 2 866 408,57 euros, media de 39 513,59 euros por pessoa.
- Os dados são oficiais e foram fornecidos pelo ramo da Marinha Portuguesa ao Correio da Manhã, em resposta a pedido de informação.
A Marinha Portuguesa viu 191 oficiais pedir a saída dos quadros permanentes nos últimos dez anos, segundo dados oficiais obtidos pelo CM junto do ramo. No início deste ano, foram registados 13 pedidos adicionais de abate ao quadro permanente.
Os pedidos respondem principalmente a motivações financeiras, com destaque para a possibilidade de obter ordenados mais altos no setor civil e para o corte de até 50% nas reformas dos oficiais mais modernos. A conjuntura levou a que muitos oficiais reavaliassem a sua posição dentro da instituição.
Ao todo, 72 destes oficiais tiveram de indemnizar o Estado pelo abandono do serviço, totalizando 2 866 408,57 euros, com um valor médio por pessoa de 39 513,59 euros. Este montante reflete o conjunto de custos associados ao abate do quadro permanente.
Detalhes por período
- Ao longo de uma década, a soma de pedidos ascendia a 178 oficiais.
- Este ano, já se regista a saída de 13 oficiais, elevando o total para 191.
- A média de indemnização por caso situa-se nos 39 513,59 euros.
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