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Testemunha relata violência doméstica em Felgueiras

Agressor de 59 anos, com historial de violência, regou o carro da companheira com gasolina e tentou atear fogo; detido e com prisão preventiva decretada.

PJ deteve o agressor
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  • Em Felgueiras, na Rua do Casalinho, Regilde, um homem de 59 anos tentou matar a companheira ao regar o carro com gasolina e atirar fósforos.
  • O agressor imobilizou o veículo, proferiu várias ameaças de morte e a tentativa de incender o carro acabou por não se concretizar.
  • Uma testemunha disse ao CM que as mulheres, ao chegarem à fábrica de calçado, estavam em pânico, com medo de que o fogo as atingisse e que o botão de pânico tenha disparado.
  • A relação entre agressor e vítima já era marcada por violência doméstica ao longo de vários anos, com perseguições e cartas a pedir perdão.
  • A Polícia Judiciária do Porto deteve o homem; foi-lhe aplicada a prisão preventiva. Estava sob vigilância com pulseira eletrónica desde 13 de janeiro e proibido de se aproximar da mãe dos dois filhos.

A manhã de quinta-feira trouxe tensão à Rua do Casalinho, Regilde, Felgueiras, quando um homem de 59 anos tentou matar a sua companheira. Ao lado do local de trabalho dela, o agressor imobilizou o veículo e atirou gasolina para o interior, tentando depois incidir fogo com fósforos.

As trabalhadoras que seguiam para a fábrica de calçado estiveram isoladas no carro durante o ataque. Uma testemunha descreveu que as mulheres chegaram à empresa em estado de pânico, tremiam e disseram que, se o fogo tivesse atingido as roupas, teriam ardido.

A relação entre os dois envolve anos de violência doméstica, com várias deslocações à empresa da vítima, perseguição e envio de cartas para o local a pedir perdão ou expressão de amor. A testemunha destaca o historial de assédio.

A testemunha também referiu o medo extremo vivenciado pelas empregadas no momento. O cenário envolveu a ameaça de fogo, com a sensação de descontrole por parte do agressor, que gerou alerta entre quem assistiu ao episódio.

A investigação ficou a cargo da Polícia Judiciária do Porto, que deteve o suspeito e apresentou-o a primeiro interrogatório judicial, sendo-lhe aplicada prisão preventiva. O homem já estava sob vigilância com pulseira eletrónica desde 13 de janeiro.

Antes desta ocorrência, o indivíduo tinha restrições de aproximação à mãe dos dois filhos, impostas pela medida de proteção anterior. O processo segue em curso, com as autoridades a apurar todas as circunstâncias do caso.

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