- Ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, iniciados na manhã de sábado, provocaram explosões em Teerão e espalharam fumo; Israel afirmou ter morto o líder supremo Ali Khamenei, mas as autoridades iranianas não confirmaram.
- Os residentes descreveram cenas de caos e pânico, com tentativas de ir buscar os filhos à escola e de abandonar as casas temporariamente.
- Muitos planeiam deslocar-se para Yazd ou para a casa de familiares, com relatos de dezenas de iranianos que não quiseram identificar-se por segurança.
- O principal órgão de segurança do Irão disse esperar novos ataques sobre Teerão e outras cidades e pediu às pessoas para viajarem para locais seguros; escolas e universidades permanecem encerradas.
- Em várias cidades houve compras de comida, combustível e geradores; alguns participantes questionaram negociações nucleares recentes, mantendo-se desiludidos com o desenrolar dos acontecimentos.
Os ataques dos EUA e de Israel ao Irão provocaram pânico entre os iranianos, com muitos a fugir de Teerão e a preparar provisões para abandonar temporariamente as suas casas. Explosões atingiram a capital e fachadas ficaram cobertas de fumo no início da semana de trabalho.
Residentes contactados pela Reuters relataram caos: pais a apressar-se a buscar os filhos à escola, famílias a fazer reservas de comida e a formar filas longas nas bombas de combustível. Tualidade de temores cresceu entre quem teme pelo futuro imediato.
Gholamreza, comerciante de Teerão, afirmou que vai deixar a cidade e seguir para Yazd, dizendo que Teerão já não é segura. Muitos recusaram-se a identificar-se, por razões de segurança, entre mais de 20 entrevistados.
A propagação do medo coincide com relatos de repressões a protestos ocorridos recentemente em várias zonas do país. Enquanto o Irão não confirmou o destino de Ali Khamenei, o líder supremo, a operação é apresentada como parte de uma ofensiva mais ampla.
O principal órgão de segurança iraniano recomendou que a população procure zonas seguras e evite permanecer em Tec não-identificado, indicando que escolas e universidades permaneceriam fechadas até novas ordens. A medida visa reduzir riscos durante os ataques.
Minou, de Tabriz, descreveu medo pelos filhos, perguntando-se sobre o que lhes pode acontecer. Em Yazd, um morador pediu que o ataque derrube o regime, enquanto outro destacou o receio de que o país se torne um campo de batalha semelhante ao Iraque.
“Enganaram-nos outra vez”, comentou um residente de Teerã sobre as negociações nucleares. Em Rasht, outro morador afirmou discordar do regime, mas rejeitou que o Irão seja alvo de forças estrangeiras.
Forças de segurança bloquearam estradas próximas aos gabinetes oficiais de Teerão, dificultando o acesso a zonas centrais. Ao mesmo tempo, testemunhas relatam que mercados de comida, combustível e geradores ficaram sob intensa procura.
Em Yazd, um residente expressou a esperança de que as hostilidades acabem e que o país recupere a normalidade. Outros, como em Isfahan, referiram dificuldade em levantar dinheiro nos caixas automáticos.
Relatos de deslocação entre cidades, fronteiras e planos de saída para destinos como Urumieh ou Istambul ganharam contornos de reação a uma crise de segurança. A situação continua a evoluir, com gente buscando abrigo e alternativas.
Ação militar confirmou-se com a designação pela Administração norte‑americana da operação como Fúria Épica, enquanto Washington afirma que pretende eliminar ameaças. O Governo iraniano não confirmou a morte de Ali Khamenei até ao momento.
Entre na conversa da comunidade