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Classe executiva polui mais; reduzir oferta para descarbonizar a aviação

Eliminar cabines premium pode reduzir as emissões da aviação pela metade, com ganhos de eficiência e maior ocupação, segundo estudo

Fotografia de um assento espaçoso num voo de classe executiva.
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  • Eliminar lugares de classe executiva e primeira classe poderia reduzir as emissões globais da aviação em até cinquenta por cento, segundo o estudo.
  • Assentos premium podem ser até cinco vezes mais intensivos em carbono do que os da classe económica.
  • Subtrair classes premium, utilizado apenas em aviões mais eficientes e aumentar a ocupação pode ainda reduzir mais emissões, entre cinquenta e setenta e cinco por cento, sem depender do SAF.
  • O estudo analisou mais de vinte e sete milhões de voos comerciais em 2023, cobrindo 26 mil pares de cidades e quase três mil milhões de passageiros, com média de oitenta e quatro gramas de CO₂ por quilómetro por passageiro pagante.
  • Emissões variam conforme rota e aeronave; Estados Unidos lideraram as emissões globais, seguidos pela China e pelo Reino Unido.

O estudo mais recente aponta para uma possível redução de emissões globais da aviação se as cabines premium, nomeadamente executiva e primeira classe, deixassem de existir. A pesquisa sugere que estes lugares podem ser até cinco vezes mais intensivos em carbono que a classe económica.

Segundo os autores, eliminar as cabines premium poderia reduzir as emissões globais da aviação pela metade. A redução seria ainda maior se apenas aviões mais eficientes fossem usados e se a taxa de ocupação fosse elevada. A conclusão aponta para uma queda entre 50% e 75%, sem depender do combustível SAF em larga escala.

As conclusões do estudo, publicado na Nature Communications Earth & Environment, derivam de uma análise de mais de 27 milhões de voos em 2023, cobrindo 26 mil pares de cidades e quase 3,5 mil milhões de passageiros. Em média, a aviação emitia 84,4 g de CO2 por passageiro por quilómetro.

Emissões por região e comparação de frotas

Nos dados, os Estados Unidos emergem como o maior emissor mundial, respondendo por 25% do total em 2023 (144,6 Mt). A China fica em segundo lugar, seguida do Reino Unido. Em Portugal continental, a tecnologia de fuselagem e trajetos influenciam as emissões regionais, com particular atenção aos aeroportos menores.

Apesar de ganhos de eficiência ao longo das décadas, o crescimento da procura tem, de forma histórica, superado os avanços tecnológicos. Conflitos como a guerra na Ucrânia também aumentaram distâncias percorridas e consumo de combustível, complicando metas de descarbonização.

Outras estratégias para reduzir emissões

O estudo aponta que a transição para aviões mais eficientes pode reduzir o consumo entre 25% e 28%. Modelos como o Boeing 787-9 e o Airbus A321neo destacam-se pela menor pegada por passageiro, em comparação com aeronaves menos eficientes.

Aumentar a ocupação média por voo de 79% para 95% poderia reduzir as emissões em cerca de 16%. A queima de combustível, por sua vez, depende amplamente da renovação de frotas e da adoção de políticas que premiem a eficiência.

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