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Viúva de Pinto da Costa é absolvida no processo movido pelo filho do FC Porto

Cláudia Campo absolvida em primeira instância no processo de delapidação movido por Alexandre, após Pinto da Costa ter deixado apenas T1 e obras de arte ao filho

Pinto da Costa e Cláudia Campo
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  • Alexandre, filho mais velho de Jorge Nuno Pinto da Costa, moveu duas ações contra a madrasta Cláudia Campo, reclamando 3,69 milhões de euros e alegando dissipação de património.
  • Cláudia Campo foi absolvida em primeira instância no mês passado e aguarda saber se o enteado recorrerá da decisão.
  • Pouco antes de morrer, a 15 de fevereiro de 2025, Pinto da Costa alterou o testamento, deixando ao filho apenas o mínimo previsto por lei, e incluindo Cláudia Campo e a filha Joana na quota disponível.
  • O processo envolve ainda suspeitas de venda de ações por 350 mil euros, contas da família quase a zeros e o desaparecimento de parte de uma coleção de arte e relógios do museu pessoal do presidente.
  • Cláudia Campo, de 49 anos, tinha passado a trabalhar num banco, que acabou por abandonar; a família descreve o desgaste causado pelo caso e a intenção de manter a saúde e a paz familiar.

Um ano depois da morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, a disputa pela herança mantém-se no centro da família. Alexandre, filho mais velho do histórico presidente do FC Porto, moveu dois processos contra a madrasta, Cláudia Campo, reclamando 3,69 milhões de euros e alegando dissipação de património. Cláudia Campo foi absolvida em primeira instância no mês passado.

A baralhada querela gira em torno de um testamento alterado pouco antes da morte do dirigente, a 15 de fevereiro de 2025. O documento deixou ao filho apenas o mínimo legal, excluindo a quota disponível, e atribuiu ao casal Cláudia Campo e à filha mais nova Joana parte da herança.

Alexandre, herdeiro legítimo, questiona os valores exibidos. Mantinha uma relação, por vezes conflituosa, com o pai, e questiona o estado das contas e a alegada venda de ações por 350 mil euros. Também aponta o desaparecimento de parte da coleção de obras de arte e de relógios do museu pessoal do pai.

As ações foram apresentadas no Juízo Central Cível do Porto em março do ano passado. Além da cobrança de quase 3,7 milhões, também acusa a madrasta de dissipação de património, conforme o último testamento. Cláudia Campo, de 49 anos, tem seguido o processo com cautela, numa altura em que aguardava o desfecho.

Fontes próximas de Cláudia garantem que o processo deixou a viúva desgastada. Ela saiu do banco onde trabalhava, procurando proteger a saúde e a de ambos os progenitores. Segundo as informações, a mulher já sabia que o cenário poderia evoluir para tribunal, dada a relação conturbada entre pai e filho.

Casal Pinto da Costa conheceu-se em 2017 e casou-se em 2023, com Cláudia a sustentar o ex-líder portista nos últimos tempos. A disputa permanece sem resolução e o recurso provável deverá seguir procedimentos judiciais.

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