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Pobreza revela assimetrias e desigualdades multidimensionais

Estudo aponta que a pobreza está ligada a desemprego, trabalho a tempo parcial e assimetrias regionais, familiares e educacionais nos quintis Sociais

Pobreza
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  • Estudo do Observatório das Desigualdades analisou a pobreza e variáveis sociais, dividindo a população em quintis (dos 20% mais pobres aos 20% mais ricos).
  • No mercado de trabalho, o desemprego e o trabalho a tempo parcial associam-se a rendimentos baixos; contratos a prazo e, em grande medida, empregos sem termo concentram-se nos rendimentos mais elevados; 39% dos indivíduos com contrato a prazo estão nos 20% mais pobres e quase metade dos desempregados pertence aos 20% mais pobres.
  • Territorialmente, as áreas rurais apresentam maior peso de rendimentos baixos, enquanto as urbanas têm mais representatividade nos quintis superiores.
  • Em termos familiares e educativos, agregados monoparentais e numerosos têm maior probabilidade de estarem nos quintis baixos; a escolaridade até ao ensino básico está ligada a rendimentos baixos, enquanto quase metade dos indivíduos com ensino superior está nos 20% mais ricos.
  • Em termos de características físico-culturais, ciganos e negros estão sobre-representados nos quintis baixos (menos representados pelos asiáticos); brancos apresentam distribuição mais equilibrada e maior peso nos rendimentos mais elevados. A pesquisa baseou-se no Inquérito às Condições de Vida, Origens e Trajetórias da População Residente, com 35.035 alojamentos, recolha entre janeiro e agosto de 2023, em Portugal.

A pobreza reflete desigualdades estruturais em várias dimensões, incluindo mercado de trabalho, território, composição familiar, escolaridade, sexo e traços físico-culturais. O estudo do Observatório das Desigualdades analisa estas assimetrias em quintis, dos 20% mais pobres aos 20% mais ricos.

A investigação mostra que determinados grupos ficam concentrados nos rendimentos baixos, enquanto outros aparecem com maior peso nos extremos superiores. No emprego, desemprego e trabalho a tempo parcial relacionam-se com rendimentos baixos, ao passo que emprego a tempo inteiro e contratos sem termo aparecem entre os mais elevados.

39% dos trabalhadores com contrato a prazo estão nos 20% mais pobres e quase metade dos desempregados também. As áreas rurais apresentam maior peso de rendimentos baixos, enquanto as urbanas tendem para quintis mais altos.

Desagregação regional e territorial

A leitura por NUTSII indica concentração nos primeiros dois quintis em regiões autónomas, com sobre-representação no quinto quintil na Área Metropolitana de Lisboa. Em termos familiares, agregados monoparentais e numerosos apresentam maior probabilidade de rendimentos baixos.

Educação e traços socioculturais

A escolaridade é determinante: ensino básico associa-se a rendimentos baixos, enquanto quase a metade dos que têm ensino superior está no quintil mais rico. Em termos étnico-culturais, ciganos e negros aparecem fortemente nos quintis inferiores, com menor participação entre brancos.

A base de dados utilizada foi o Inquérito às Condições de Vida, Origens e Trajetórias da População Residente, fruto de parceria entre o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL e o Instituto Nacional de Estatística. A amostra atingiu 35.035 alojamentos, com residentes entre 18 e 74 anos, recolha entre janeiro e agosto de 2023.

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