- Portugal perde 26,5% da água antes de chegar às torneiras, devido a ruturas, fugas ou avarias.
- Em 2023, as perdas foram de 26,9%.
- A água desperdiçada permitiria abastecer cerca de 2,8 milhões de habitantes por ano e poupar cerca de € 158 milhões.
- Das 214 entidades distribuidoras, 60 apresentam perdas muito elevadas, 46 nível médio e 87 bom desempenho.
- Santo Tirso e Trofa registaram as perdas mais baixas, em 7,6% cada, um recorde absoluto.
A água desperdiçada em Portugal corresponde a 26,5% do total até chegar às torneiras dos consumidores, segundo o relatório de 2024 da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR). O desperdício ocorre por ruturas, fugas e avarias nas redes de distribuição.
Em 2023, as perdas situaram-se em 26,9%. O valor atual sinaliza uma ligeira melhoria, mas mantém o desafio de reduzir o desperdício no setor. A água desperdiçada seria suficiente para abastecer 2,8 milhões de pessoas durante um ano.
Ainda, o estudo aponta que o desperdício poderia traduzir-se numa poupança de cerca de 158 milhões de euros. Entre as 214 entidades distribuidoras, 60 registaram perdas muito elevadas, 46 apresentaram um nível médio e 87 tiveram um desempenho considerado bom. Santo Tirso e Trofa registaram as menores perdas, 7,6% em cada concelho, um recorde absoluto.
Perdas por entidade e perspetivas
As áreas urbanas apresentam, em conjunto, maior incidência de fugas, enquanto zonas rurais mantêm desafios semelhantes aos anteriores ciclos de avaliação. A ERSAR indica necessidade de reforçar redes, monitorização e investimento em infraestruturas para reduzir perdas e melhorar a eficiência hídrica a médio prazo. A entidade mantém o acompanhamento das metas regionais para 2025.
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