- Mais de trinta casas na Azinhaga dos Formozinhos, em Porto Brandão, Almada, receberam ordem de demolição por falta de segurança, após derrocadas que forçaram a evacuação das habitações.
- A demolição inscreve-se numa ação administrativa resultante dos incidentes anteriores, com as casas consideradas ilegais pela autarquia.
- Uma moradora, Sara Palácios, denuncia que a forma como a ordem foi emitida — por edital afixado nas casas — representa “uma violência extrema” para quem teve de abandonar tudo.
- Palácios lembra que os proprietários pagavam IMI e tinham água e luz, e questiona por que a autarquia agora classifica as casas como ilegais.
- A situação mantém-se sem solução imediata, com moradores em futuro incerto após a evacuação.
Mais de 30 casas na Azinhaga dos Formozinhos, em Porto Brandão, Almada, receberam, na quinta-feira, ordens de demolição por motivos de segurança. A medida surge na sequência de derrocadas que obrigaram à evacuação de todas as habitações afetadas.
As derrocadas comprometeram a estrutura de várias habitações e criaram um cenário de perigo nas áreas residenciais. As autoridades justificam as ordens com base na avaliação de risco persistente e na necessidade de remoção de construções que apresentam falhas graves.
Segundo relatos dos moradores, o edital afixado nas casas indica que as habitações são consideradas ilegais. Os residentes, que já tinham pago IMI e usufruíam de água e luz, veem a demolição como um desfecho abrupto para famílias que ficaram sem imensas vias de subsistência e pertences.
Contexto e próximos passos
As autoridades locais não detalharam prazos para as demolições nem os procedimentos de realojamento. O município de Almada aponta para avaliação de alternativas de apoio aos desalojados e para monitorização da segurança pública na área.
Entre na conversa da comunidade