- A ministra do Ambiente e Energia anunciou que o relatório técnico sobre as cheias na Bacia do Mondego deverá ficar concluído dentro de cem dias, com informações progressivas sempre que houver resultados.
- O foco do estudo é perceber por que o dique rompeu no mesmo local de 2001, avaliar necessidade de reforços e levantar as necessidades de manutenção.
- Foi assinado um protocolo entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Ordem dos Engenheiros para reavaliar o projeto das infraestruturas do Baixo Mondego e a adaptação às alterações climáticas.
- O relatório incluirá uma análise do que ocorreu, a eventual necessidade de atualização da infraestrutura e quais obras devem ser iniciadas, bem como prioridades de manutenção e monitorização.
- A procura de medidas preventivas inclui a reformulação da gestão hidráulica da bacia, com monitorização em tempo real de caudais e previsões meteorológicas, dada a atual situação climática extremada na região.
O relatório técnico sobre as cheias na Bacia do Mondego deverá ficar pronto em 100 dias, com divulgação progressiva à medida que surgirem resultados. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou em Coimbra o objetivo do estudo e a revisão dos modelos de gestão do risco.
O protocolo entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Ordem dos Engenheiros foi assinado para fundamentar o relatório e reavaliar as infraestruturas do Baixo Mondego face às mudanças climáticas. O foco é perceber o motivo do rompimento do dique no mesmo local de 2001 e identificar necessidades de manutenção e reforço.
O estudo envolve cinco especialistas e visa apresentar ações rápidas, incluindo a preparação de procedimentos de obra caso seja necessária. A prioridade é obter informações concretas sobre o que precisa de ser feito para evitar formalidades demoradas.
Contexto das cheias e do clima
As declarações destacam que o dique rompou-se novamente perto do mesmo ponto, junto à ponte, exigindo análise da interação entre o rio e a estrutura. O relatório também indicará pontos-chave de manutenção de todo o sistema.
A análise aborda ainda a necessidade de atualização da infraestrutura, com avaliação da resistência a futuras intempéries. Será considerado se existem intervenções de engenharia que tornem o Mondego mais seguro.
A obra hidráulica do Mondego foi desenhada nos anos 70 e executada na década seguinte. O presidente da APA indicou que o clima atual é diferente e que picos de precipitação recentes justificam uma revisão estrutural.
Dados e impactos recentes
Entre 1 de outubro de 2025 e 16 de fevereiro de 2026, a região de Coimbra registou precipitação de 1238 milímetros, um recorde histórico. Em 2001, o caudal atingiu 1800 metros cúbicos por segundo, com rebentamentos em 16 locais.
Em 2026, o dique rompeu no lado direito, próximo do local de 2001, segundo o responsável da APA. A presidente da Câmara Municipal de Coimbra salientou a necessidade de intervenções rápidas para reduzir vulnerabilidades.
O processo envolve ainda a avaliação de monitorização em tempo real, o planeamento de intervenções prioritárias e a melhoria da gestão hidráulica da bacia. A orientação é adaptar estratégias aos cenários climáticos previstos.
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