- O mau tempo terá causado danos em quase 237 mil habitações em Portugal, e cerca de 122 mil casas não tinham seguro.
- A maior parte dos estragos está ligada à depressão Kristin, considerada a mais violenta, com danos estimados em cerca de 205 mil habitações.
- O distrito de Leiria foi o mais fustigado, com oito concelhos acima de 30% de danos; Marinha Grande e Leiria registaram perto de 70%, enquanto Bombarral, Caldas da Rainha, Peniche e Óbidos ficaram abaixo de 10%.
- Santarém e Castelo Branco também registaram danos significativos, com dois municípios em cada um acima de 30%.
- Habitações com painéis solares sofreram danos 43% mais frequentemente; a idade da construção não influenciou a extensão dos danos; cerca de 15% dos sinistros ainda não foram comunicados.
O tempo adverso que atravessou Portugal desde o final do mês passado até meados de fevereiro causou danos em quase 237 mil habitações. Destas, cerca de 122 mil não tinham seguro, segundo dados preliminares do Centro de Impacto para as Alterações Climáticas (ICCC) da Fidelidade.
O estudo aponta que a tempestade Kristin foi a mais violenta do conjunto de tempestades. Foram registados cerca de 205 mil danos em habitações atribuídos a Kristin, a terceira de uma sequência de seis sistemas que afetaram o país.
A Fidelidade estima que aproximadamente 15% dos sinistros em habitações ainda estejam por contabilizar. A seguradora afirma ser possível confirmar que Kristin foi, de longe, a mais devastadora entre as tempestades.
Avaliação por distritos
Três distritos apresentam taxas de dano superiores a 30% das habitações: Leiria, Santarém e Castelo Branco. Em Leiria, oito concelhos registaram danos elevados, com variações relevantes entre município e município.
Na Marinha Grande e em Leiria, a incidência de danos atingiu quase 70%. Por outro lado, Bombarral, Caldas da Rainha, Peniche e Óbidos ficaram abaixo dos 10% de danos.
Padrões de danos e contributos
Nos concelhos mais afetados, a incidência de danos nas habitações ultrapassou 60% das frações, segundo o ICCC. A conclusão aponta para uma distribuição irregular dos estragos dentro dos distritos.
A idade da construção não parece ter influenciado a extensão dos danos, indicam as estimativas preliminares. O peso de outros fatores ainda está a ser analisado.
Parentesco entre danos e soluções energéticas surge com destaque: moradias com painéis solares apresentam danos 43% superiores face às que não têm. A Fidelidade conclui que muitas destas estruturas não resistem às intensidades dos ventos.
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