- O 26.º Festival Músicas do Mundo de Sines e Porto Covo realiza-se entre 17 e 25 de julho, com os primeiros doze nomes anunciados, vindos de quatro continentes.
- Destaques principais incluem Le Trio Joubran (Palestina), Otto (Brasil), Julian Marley e Mádé Kuti (Nigéria), além de Aïta Mon Amour, Nana Benz du Togo e A Garota Não.
- Le Trio Joubran regressa pela terceira vez ao festival, apresentando o espetáculo 20 Springs, em comemoração de vinte anos de carreira.
- Além dos nomes de peso, há The Cavemen (Benjamin James e Kingsley Okorie) de Nigéria, Saad Tiouly (Marrocos) e a dupla Aïta Mon Amour, com sonoridades que fundem tradições e eletrónica.
- O cartaz inclui ainda famílias de artistas como Julian Marley e Mádé Kuti, além de referências feministas e ecologistas, como Nana Benz du Togo, Lia Kali, Kaelis e La Ninà.
O 26.º Festival Músicas do Mundo (FMM Sines) apresenta os primeiros 12 nomes, entre 17 e 25 de Julho. O certame divide-se entre Porto Covo, com concertos de entrada gratuita nos três primeiros dias, e Sines, com atividades diárias que vão do Castelo à Avenida da Praia.
As confirmações chegam de quatro continentes: Ásia, América, África e Europa. Entre os destaques está Le Trio Joubran, de Israel/Palestina, Julian Marley, Otto, Aïta Mon Amour, Nana Benz du Togo e A Garota Não. Estão ainda Mádé Kuti, The Cavemen, Saad Tiouly e Lia Kali.
Le Trio Joubran atua pela terceira vez no FMM, depois de 2011 e 2019. Os irmãos samir, wissam e adnan Joubran interpretam alaúde, celebrando 20 anos de carreira com o espetáculo 20 Springs, de resistência cultural.
Julian Marley chega a Sines três décadas após o álbum Lion in the Morning, acompanhado pela The Uprising, herdando o legado do reggae. Mádé Kuti, multi-instrumentista, sucede à tradição afrobeat do avô Fela Kuti, tendo-se criado no New Afrika Shrine.
Da Nigéria chega The Cavemen, dupla que revisita o highlife. Do Marrocos chegam Saad Tiouly e Aïta Mon Amour, projeto que funde tradições gnawa e aïta com sonoridades modernas. O palco recebe ainda a cantora catalã Lia Kali e a italiana La Ninà.
Nana Benz du Togo aborda temas feministas e ecológicos, explorando a tradição vodu. A Garota Não regressa ao FMM com o álbum Ferry Gold, numa perspetiva de contracorrente. Compositores espanhóis entram pela voz de Lia Kali e Kaelis, enquanto La Ninà cruza ritmos napolitanos e mediterrânicos.
Pedro da Linha fecha o lote inicial, explorando interfaces entre música eletrónica e raízes lusófonas. Otto, figura marcante da cena pernambucana, apresenta Canicule Sauvage, projeto criado com Apollo 09 durante a pandemia.
Destaques e perspetivas
O cartaz aponta para uma viagem musical que reúne artistas de tradições distintas e contributos feministas. A diversidade de sonoridades promete cruzamentos entre eletrónica, world music e formas de tradição reinterpretadas.
A organização mantém o formato de dois palcos com programação diária variada, mantendo o foco no diálogo entre culturas. O FMM Sines continua a afirmar-se como plataforma de circulação de artistas emergentes e consagrados.
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