- Pelo menos 25 milhões de euros estão congelados pelo Ministério Público por suspeitas de violação de sanções e branqueamento de capitais.
- A investigação envolve 26 inquéritos abertos desde 2022 sobre a violação das sanções impostas à Federação Russa.
- A maior parte dos casos está relacionada com imobiliário de luxo e suspeitas de branqueamento de capitais.
- Um empresário russo, que viveu quatro meses em Lisboa, geriu uma rede descrita pela Polícia Judiciária como “multinacional de branqueamento de capitais” e cobrava comissões de 2% a 3% sobre o dinheiro lavado.
- O Serviço de Informações de Segurança acompanha o caso, avaliando ligações com o regime de Vladimir Putin no contexto de branqueamento de capitais e evasão de sanções.
Pelo menos 25 milhões de euros estão congelados pelo Ministério Público por suspeitas de violação de sanções e branqueamento de capitais. A investigação envolve alegados testa de ferro do regime russo.
Entre os processos, destaca-se a ligação a activos imobiliários de luxo e a alegadas redes de branqueamento. O inquérito abrange 26 casos abertos desde 2022, no contexto da guerra na Ucrânia.
Um dos casos envolve um empresário russo que viveu em Lisboa durante quatro meses e terá ligações suspeitas no sul de Espanha. O inquirido chefiava uma rede descrita pela PJ como multinacional de branqueamento.
A investigação aponta comissões de 2% a 3% sobre o dinheiro lavado, com movimentação diária de cerca de 300 mil euros em território espanhol entre vários escritórios com cofres.
Testas de ferro, portugueses e até cidadãos ucranianos, foram identificados pela justiça como participantes no esquema, segundo o Expresso.
O SIS também tem estado atento ao caso, com chamadas secretas a acompanhar a presença de elementos conotados com o regime de Vladimir Putin e atividade enquadrável em branqueamento de capitais e evasão de sanções.
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