- Em Buenos Aires, adolescentes que se identificam como therians reúnem-se em parques, com máscaras de animais e comportamentos como andar de gatas ou formar “matilhas”.
- O fenómeno tornou-se viral no TikTok, com a hashtag #therian a ultrapassar dois milhões de publicações; a Argentina lidera o envolvimento na América Latina.
- Alguns participantes veem-no como expressão de identidade; outros encaram como performance ou diversão.
- O movimento gerou debate nas redes, com psicólogos a comentar os potenciais impactos sociais.
- Não existem dados oficiais sobre a dimensão do movimento entre os jovens.
Adolescentes em Buenos Aires que se identificam como therians, pessoas que dizem sentir uma ligação mental ou espiritual com animais não humanos, ganharam destaque nas redes sociais. O fenómeno ficou evidente com encontros em parques públicos, onde alguns participantes usam máscaras de animais, andam de gatas e formam grupos sociais semelhantes a “matilhas”.
A transmissão ocorreu principalmente via TikTok, onde a hashtag #therian já completa mais de dois milhões de publicações. A Argentina lidera o envolvimento da região da América Latina. Para alguns jovens, a identificação é uma expressão de identidade; para outros, trata-se de uma forma de performance ou diversão.
Repercussão nas redes
Especialistas em saúde mental têm debatido o impacto social deste fenómeno. Psicólogos consideram variáveis de risco e benefícios, descrevendo efeitos subjetivos distintos entre os participantes e comunidades. A discussão pública reflete a diversidade de interpretações em torno da identidade.
O fenómeno também gerou cobertura mediática e opiniões diversas, com relatos sobre encontros em espaços públicos e a forma como os jovens comunicam a sua experiência. Organizações de saúde reforçam a necessidade de compreender o tema com rigor científico.
Contexto e próximos passos
Autoridades e profissionais de educação pedem observação cuidadosa, sem sensationalismo, para evitar conclusões precipitadas. A comunidade científica continua a estudar manifestações identitárias emergentes entre adolescentes, com foco em saúde mental e bem-estar.
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