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Ex-diretor de formação do INEM demitiu-se por não compactuar com ilegalidades

Ex-diretor de formação do INEM demitiu-se por não compactuar com ilegalidades; afirma que protocolos de actuação dos técnicos não estão implementados, contrariando a ministra

Miguel Soares de Oliveira foi presidente do INEM entre 2010 e 2013
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  • O ex-diretor do departamento de formação do INEM, Miguel Soares de Oliveira, demitiu-se no dia 12 por não aceitar ser responsabilizado por ilegalidades sobre as quais alertou o conselho diretivo, liderado por Luís Cabral.
  • Em audição na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, afirmou que os protocolos de actuação dos técnicos de emergência pré-hospitalar não estão todos implementados, contrariamente ao que disse a ministra da Saúde no Parlamento.
  • Soares de Oliveira afirmou ainda que o conselho directivo não adotou as medidas necessárias para cumprir as normas, segundo o seu entender.
  • Sobre as greves de outubro e novembro de 2024, foi categórico: o INEM não tinha qualquer orientação sobre como agir diante de um anúncio de greve, chegando a dizer “zero”.
  • A revelação foi feita durante a presença na comissão, reforçando a narrativa de falhas na implementação de protocolos e na resposta a situações de greve.

Miguel Soares de Oliveira, ex-director do departamento de formação do INEM, demitiu-se no dia 12, alegando não querer ser responsabilizado por ilegalidades para as quais já tinha alertado o conselho diretivo liderado por Luís Cabral. A saída, segundo a sua versão, ocorreu antes de aceitar que tais irregularidades fossem mantidas.

Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, o médico sustentou que os protocolos de actuação dos técnicos de emergências pré-hospitalar (TEPH) não estão todos implementados. Isto contraria a informação prestada pela ministra da Saúde em sede parlamentar na mesma semana.

Quanto às greves que afetaram o socorro em Outubro e Novembro de 2024, o ex-diretor afirmou que o INEM não tinha orientações claras sobre como atuar face a anúncios de greve ou a interrupções de serviço, chegando a descrever a situação como muito confusa para a resposta operativa.

A ouvir na comissão, Miguel Soares de Oliveira reiterou que alertou o conselho diretivo sobre riscos legais e operacionais, sem ver, contudo, a situação corrigida antes da sua demissão. O colegial do INEM permanece sob escrutínio parlamentar para apurar responsabilidades e procedimentos.

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