- Duas burlonas foram detidas pela Polícia Judiciária do Porto, parte de um esquema de pirâmide de criptoativos.
- Uma mulher, de 52 anos, natural de Valongo, ficou em prisão preventiva; sacou 1,5 milhões de euros em dois anos e teve pelo menos 31 vítimas.
- A outra arguida, de 51 anos, residente em Avintes, Vila Nova de Gaia, ficou com apresentações diárias às autoridades e tem ainda a inibição de transferir fundos ou abrir contas em Portugal e no estrangeiro; soma pelo menos 19 vítimas e mais de 500 mil euros.
- As burlonas operavam numa rede que, através de anúncios no Facebook, prometia ganhos fáceis com criptomoedas, levando as vítimas a investir pequenas quantias que cresciam rapidamente.
- As vítimas só perceberam o golpe quando pediram acesso aos seus dinheiros; ambas as mulheres são indiciadas por branqueamento e burla qualificada.
Uma burlona ficou em prisão preventiva após uma operação da Polícia Judiciária do Porto que desmantelou um esquema em pirâmide relacionado com criptoactivos. A mulher, de 52 anos, residente em Valongo, terá sacado 1,5 milhões de euros ao longo de dois anos e alegadamente terá envolvido pelo menos 31 vítimas.
A outra arguida, de 51 anos e residente em Avintes, Vila Nova de Gaia, permanece com apresentações diárias às autoridades. O juiz de instrução criminal do Porto aplicou-lhe a inibição de transferir dinheiro ou de abrir contas, nacionais ou no estrangeiro. Pelo menos 19 vítimas ficaram associadas a esta investigada, que terá acumulado mais de 500 mil euros.
As duas mulheres não se conheciam, mas faziam parte da mesma rede criminosa, descrita como um grupo organizado de grande complexidade. A polícia acredita que ambas atuavam como “grão de areia” num esquema maior de burlas com criptomoedas.
De acordo com o que foi apurado, as burlonas atraíam vítimas através de anúncios de investimentos em criptomoedas nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, prometendo ganhos elevados de forma rápida. As vítimas eram convidadas a investir pequenas quantias no início.
O perfil do crime envolve o crescimento do valor de bitcoins como motivo de ganância. Em alguns casos, 200 euros transformavam-se, em poucos dias, em 500 euros, incentivando novas aplicações. Descreve-se ainda que, em algumas situações, eram solicitados dados pessoais e até o acesso a contas bancárias de terceiros.
As vítimas só percebiam o golpe quando solicitavam o acesso ao dinheiro ou ao desbloqueio de valores, o que não se verificava. Também tinham de pagar taxas para desbloquear quantias, sem retorno. Ambas as arguidas são indiciadas dos crimes de branqueamento de capitais e burla qualificada.
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