- O balanço do Corpo de Bombeiros aponta 64 mortos na zona da mata de Minas Gerais: 58 em Juiz de Fora e 6 em Ubá, com 3 e 2 pessoas desaparecidas, respetivamente.
- Juiz de Fora foi a cidade mais afetada pelo temporal que ocorreu entre segunda e terça-feira; chuvas fortes voltaram na noite de quarta-feira.
- O Hospital de Pronto Socorro teve o subsolo inundado, houve novos deslizamentos e várias vias ficaram alagadas, impedindo serviços essenciais.
- O rio Paraibuna atingiu quatro metros de altura; houve desabamento de prédio no bairro Vila Ideal e deslizamento no Três Moinhos; parte da Avenida Presidente Itamar Franco foi interditada.
- Juiz de Fora soma mais de 4.200 deslocados ou desalojados; o município está em calamidade pública; a Defesa Civil emitiu alertas pouco antes da tragédia.
O município de Juiz de Fora, em Minas Gerais, registou pelo menos 58 mortes e Ubá, outras seis, após temporais ocorridos na zona da Mata. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta sexta-feira.
Ao todo, há três e dois desaparecidos, respetivamente, em Juiz de Fora e Ubá. As buscas permanecem ativas em três frentes de trabalho, num esforço de resgate que envolve várias equipas.
Juiz de Fora foi a cidade mais atingida pelo temporal que se verificou entre segunda e terça-feira. Fortes chuvas retornaram à região na noite de quarta-feira, com o Hospital de Pronto Socorro a ter o subsolo inundado, novos deslizamentos e alagamentos que impediram a passagem de serviços essenciais.
O rio Paraibuna atingiu quatro metros de altura. A prefeitura pediu às pessoas que não circulem pelas zonas ribeirinhas. Também houve desabamento de um prédio no bairro Vila Ideal e deslizamento no Três Moinhos.
Na quinta-feira à noite, a administração municipal informou ter interditado, por recomendação da Defesa Civil, um trecho da Avenida Presidente Itamar Franco, que dá acesso ao Dom Bosco, onde ocorreram deslizamentos.
Ao todo, Juiz de Fora tem mais de 4200 pessoas deslocadas ou desalojadas e está em estado de calamidade pública desde a terça-feira anterior.
Relatos de moradores chegaram à imprensa local indicando que houve alerta da Defesa Civil pouco antes das tempestades, mas que muitos não receberam treino sobre como reagir em emergências.
O município é, este ano, o quarto lugar entre as cidades brasileiras com mais alertas da Defesa Civil (35 ocorrências) e acolhe a maior parcela de residentes em áreas de risco, com cerca de 128 mil pessoas nessa situação.
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