- São cerca de 3600 menores de 19 anos com diabetes tipo I, no total.
- A faixa dos cinco aos nove anos é a única em que houve aumento entre 2022 e 2024, com 636 casos nesse grupo.
- Médicos defendem um rastreio nacional para sinalizar a doença antes do seu desenvolvimento e evitar internamentos.
- O rastreio permitiria às famílias aprenderem a lidar com a condição e atrasar as complicações associadas.
O diagnóstico de diabetes tipo I em crianças tem aumentado, segundo dados recentes. No total, 3600 menores de 19 anos convivem com a doença autoimune, em Portugal. Entre os cinco e os nove anos, 636 casos foram registados, a única faixa etária com crescimento entre 2022 e 2024.
Especialistas ouvidos pelo JN sublinham que o aumento nesta faixa etária exige uma resposta de rastreio eficiente. O objetivo é sinalizar antecipadamente a doença, antes do seu desenvolvimento clínico, reduzindo internamentos.
Ajustes no diagnóstico precoce poderiam ainda permitir que famílias e profissionais de saúde aprendam a gerir o problema desde cedo. A iniciativa visa atrasar complicações associadas ao diabetes tipo I e melhorar a qualidade de vida das crianças.
Rastreio nacional em debate
Os médicos defendem um programa de rastreio que identifique fatores de risco e sinais precoces. A medida poderia envolver testes de detecção de marcadores autoimunes em idade escolar.
Autoridades de saúde não confirmaram uma implementação imediata, mas apontam para a necessidade de investigação sobre estratégias de prevenção. A prioridade contemporânea é reduzir o impacto clínico e social da doença.
Especialistas destacam ainda a importância de campanhas educativas para famílias. Informações sobre gestão diária, alimentação e monitorização seriam vitais para evitar hospitalizações.
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