- As adolescentes europeias apresentam a maior taxa de consumo de tabaco a nível mundial, e uma em cada sete utiliza cigarros eletrónicos.
- Quatro em cada dez mulheres adultas fumadoras no planeta vivem na Europa, e quatro milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos no continente usam produtos de tabaco.
- O uso de cigarros eletrónicos entre jovens é o mais elevado, com 14,3% de crianças e adolescentes entre 13 e 15 anos a serem utilizadores regulares; entre os adultos, a Europa é a segunda com maior prevalência mundial, depois da Ásia.
- Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, alerta que, sem ações rápidas, a região continuará a ser a maior consumidora de tabaco até 2030; defende proteção de jovens contra nicotina e regras mais firmes às indústrias.
- A OMS constata lacunas legais: apenas um terço dos países tem leis antitabagistas que abrangem todos os espaços públicos e apenas um quarto proíbe publicidade; o tabaco está mais barato em dois terços dos países em relação a uma década atrás.
- Estima-se que o consumo de tabaco cause 1,1 milhões de mortes por ano na Europa.
Entre os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) está a constatação de que as adolescentes europeias apresentam a maior taxa de consumo de tabaco entre as jovens de todo o mundo. A maioria das consumistas inicia na adolescência, com cigarros eletrónicos a ganhar popularidade entre eles.
Segundo o jornal The Guardian, quatro em cada dez mulheres adultas fumadoras a nível global vivem na Europa, e cerca de quatro milhões de jovens entre 13 e 15 anos no continente já usam produtos de tabaco. As cifras destacam um desafio regional urgente.
Na prática, a Europa regista a maior prevalência de utilizadores regulares de cigarros eletrónicos entre jovens de 13 a 15 anos, com 14,3%. Entre adultos, o continente ocupa a segunda posição mundial, apenas atrás da Ásia, neste tipo de consumo.
Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, alerta que, sem ações rápidas, a região poderá manter-se como a maior consumidora de tabaco até 2030. A prioridade é proteger os jovens do vício em nicotina, cortando o marketing da indústria.
Regulamentação e políticas públicas
A OMS revela que apenas um terço dos países europeus abrange todos os espaços públicos com leis antitabagistas, e apenas um quarto proíbe a publicidade do tabaco. Paralelamente, o tabaco continua mais barato em dois terços dos países face a uma década atrás.
Alguns exemplos regionais mostram respostas políticas. Bélgica, Dinamarca e os Países Baixos implementaram medidas como regulação de novos produtos, suspensão de sabores e restrição da publicidade para conter o consumo entre jovens.
Estimativas oficiais apontam para cerca de 1,1 milhão de mortes anuais ligadas ao tabaco na Europa, um valor que reforça a necessidade de políticas eficazes, fiscalização e educação para reduzir o impacto no longo prazo.
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