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Viana do Castelo revela a anatomia de um coração em filigrana

Roteiro por Viana do Castelo revela um coração em filigrana e a persistência de tradições, sabores e memórias da cidade

André Xavier dirige uma orquestra de jovens músicos no ensaio de Huapango
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  • O narrador percorre Viana do Castelo, observa a “aorta” da cidade a partir da Praça da Liberdade e visita o Museu do Traje, onde vê um coração de filigrana em ouro de 1880 e itens ligados ao tema do amor até à morte.
  • Na Pastelaria Confeitaria Manuel Natário descreve o ambiente e os rituais dos clientes, prova a Bola de Berlim e revela o que lê nos relatos de refeições junto ao bacalhau.
  • Encontra Liton Buyain, proprietário da Loja do Bangladesh, que comenta o negócio e diz que, apesar da distância da tecnologia, Viana é feita de gente boa.
  • No Campo da Agonia assiste a uma prova de atletismo, observa a necessidade de fôlego de uma atleta, e conversa com Daniel Lomba, nadador-salvador de 74 anos, que sugere peixe fresco da região.
  • No Teatro Municipal Sá de Miranda acompanha um ensaio da Escola Profissional Artística do Alto Minho com a Iberorquestras Juvenis, encerrando com Huapango, de José Pablo Moncayo, que reforça a identidade e as tradições da cidade.

Na terceira crónica desta biografia sensorial, o autor segue pela cidade de Viana do Castelo, em busca dos símbolos que definem a cidade minhota. O percurso cruza a Avenida dos Combatentes e o Museu do Traje, com foco na filigrana, na tradição e na vida quotidiana.

À entrada da Praça da Liberdade, observa a aorta da cidade enquadrada pela fuselagem de aço ferruginoso. No Museu do Traje, destaca três peças de valor: um coração de filigrana, um lenço com a inscrição Até à Morte e um xaile negro, que evocam antigas promessas de amor.

Às 11h30, o autor descreve a Pastelaria Manuel Natário, onde acompanha o movimento de clientes e os rituais de uma cidade que vive da gastronomia local, entre bolos, fritos e a vizinhança ao lado do museu. O ambiente mistura memória e cotidiano.

Vivência e encontros

A pé pela Rua Manuel Espregueira, o viajante observa a chuva que se aproxima do Largo de São Domingos. Em loja de comércio, o proprietário revela o ritmo do negócio e o contato com residentes estrangeiros. O encontro ressalta as distâncias que a tecnologia não encurta.

Ao Campo da Agonia, uma prova de atletismo é interrompida por um mal-estar numa atleta, assistida por bombeiros. Segue-se uma passagem pelo armazém junto aos Mareantes, onde um idoso, antigo nadador-salvador, partilha memórias sobre o mar e o trabalho local.

Subida ao Teatro e ao desfecho

No Templo de artes, o autor almoça no restaurante O Manel, experimentando o Bacalhau à Manel e partilha da conversa com o staff sobre a tradição minhota. A narrativa prossegue com uma aula de acordes e o relato de uma jovem musicista brasileira.

No Teatro Municipal Sá de Miranda, o ensaio de uma orquestra jovem é acompanhado pela orientação de maestros da ARTEAM, no âmbito de um programa ibero-americano. O momento reforça o papel da cidade na formação artística regional.

O texto fecha com uma contemplação musical no interior do teatro, onde a peça Huapango encerra a jornada. A cada esquina, cada rosto e cada sabor, a cidade revela um coração em filigrana, símbolo da identidade e das tradições locais.

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