- Sofia Craveiro venceu a primeira edição do Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia, distinguida pela série de artigos Arquivos de Media – Memória Sem Garantia de Preservação, produzida na plataforma Gerador.
- O galardão, no valor de 25 mil euros, foi entregue no parlamento pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e pela presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Paula Cardoso, em representação do júri.
- A jornalista alertou para um jornalismo precário, refém de interesses financeiros, cliques, desinformação e tentativas de intimidação autoritária, defendendo estruturas independentes de financiamento público.
- Craveiro destacou a importância da memória coletiva e afirmou que o Abril foi crucial para permitir que mulheres de província alcancem posições relevantes na profissão.
- Reiterou o apelo aos deputados para assegurarem que o jornalismo digital fique para a posteridade e que não se reescreva a História apenas com datas ou vírgulas em páginas web.
A jornalista Sofia Craveiro venceu a primeira edição do Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia, entregue no parlamento. A cerimónia contou com a presença de José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, e de Paula Cardoso, deputada do PSD e representante do júri. O galardão tem como objetivo reconhecer trabalhos que reflitam os valores do antigo líder político.
Craveiro recebeu o prémio de 25 mil euros pelo conjunto de artigos publicados na plataforma Gerador, intitulado Arquivos de Media – Memória Sem Garantia de Preservação, concluído após dois anos de investigação. A atribuição foi feita pelo presidente da Assembleia, através de uma proposta do júri ligado à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Reconhecimento e alerta para o jornalismo
No discurso, a jornalista assumiu que a profissão enfrenta precariedade, desvalorização e descredibilização. Pediu aos deputados que promovam mudanças para libertar o jornalismo de interesses financeiros, cliques e ataques autoritários, defendendo a criação de estruturas independentes de financiamento público.
Memória e raízes
Craveiro explicou que o cravo vermelho na lapela simboliza a memória de famílias de operários da região de Unhais da Serra, no concelho da Covilhã, onde cresceu. Referiu que esse passado ajudou a moldar a sua carreira e reforçou a importância de preservar a memória coletiva contra distorções históricas.
Contexto do prémio
O Prémio Mário Soares foi criado no ano passado pelo presidente da Assembleia para distinguir trabalhos que promovam os valores de liberdade e democracia. O galardão, atribuído pelo presidente da Assembleia mediante proposta do júri, reconhece contributos relevantes para o jornalismo cívico.
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