- A Associação Portuguesa de Seguradoras estima danos indemnizáveis do mau tempo em Portugal de 750 milhões de euros, com cerca de 140 mil participações de sinistros.
- Do total de sinistros, 115 mil são seguros de habitações, 13 mil de atividades comerciais e industriais e 9,5 mil de automóvel.
- O valor agregado de danos pagos ou provisionados já ultrapassa os 500 milhões de euros, com 254 milhões para habitações, 210 milhões para empresas e 28 milhões para automóvel.
- Os distritos com mais prejuízos cobertos por seguro são Leiria, com mais de 60 mil sinistros, seguidos por Santarém, Lisboa e Coimbra.
- A APS defende a criação de um sistema de riscos catastróficos, com seguro obrigatório para catástrofes naturais e um “seguro social”, além de reconhecer atrasos nos pagamentos em setores complexos.
O mau tempo que afetou Portugal tem levado as seguradoras a estimar danos indemnizáveis a atingir 750 milhões de euros, com cerca de 140 mil participações de sinistros já registadas. A informação foi apresentada pela Associação Portuguesa de Seguradoras (APS) à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
Do total de sinistros, 115 mil dizem respeito a seguros de habitação, 13 mil a seguros de atividades comerciais e industriais, e 9,5 mil a seguros de automóveis. O presidente da APS, João Galamba de Oliveira, sublinhou que o montante de 750 milhões de euros quase corresponde ao valor pago nos últimos 20 anos.
O valor agregado de danos, que inclui pagamentos e provisões, já supera 500 milhões de euros. Em termos de divisões setoriais, a APS indica 254 milhões de euros para habitações, 210 milhões para empresas e comércios, e 28 milhões para indemnizações relativas ao seguro automóvel.
Leiria lidera as áreas com maior volume de prejuízos cobertos por seguro, com mais de 60 mil sinistros. Seguem-se Santarém, Lisboa e Coimbra, cada uma com cerca de 14 a 16 mil sinistros participados.
Distribuição e impactos
As seguradoras mantêm o compromisso de ter mais de 80% dos sinistros peritados ou avaliados dentro de 15 dias; neste momento, essa taxa está em 87%. A APS também aponta a possibilidade de construção de um sistema de riscos catastróficos envolvendo cidadão, empresas, seguradoras, resseguradoras e Estado.
O presidente da APS defende a criação de um seguro obrigatório para catástrofes naturais, reconhecendo que alguns agregados familiares não conseguiriam suportar esse custo. A ideia passa por um conceito de seguro social para riscos futuros recusados.
Além disso, Galamba de Oliveira admitiu atrasos no pagamento de sinistros, especialmente em setores mais complexos como as indústrias. O objetivo é encontrar soluções que evitem agravamentos nos prémios, mantendo a proteção dos consumidores.
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