- O PS apresentou um projecto de lei para criar residências de transição para pessoas em internamento social.
- O PSD classificou a medida como extemporânea e genérica.
- O Parlamento discutiu, na quinta-feira, como responder aos internamentos sociais, em que utentes estão internados sem necessidade clínica.
- O PS pediu às outras forças políticas que rejeitem a “partidarite aguda” e viabilizem o projecto.
- O debate acabou por transformar-se numa troca de acusações sobre quem tem mais culpas no cartório: a governação socialista ou a AD.
O PS apresentou um projecto de lei para criar residências de transição para pessoas em internamento social. A iniciativa visa facilitar a desospitalização e a reinserção gradual, com serviços de acompanhamento e apoio. O projecto foi apresentado no âmbito do debate sobre as medidas para lidar com os internamentos sociais.
O PSD classificou a proposta como extemporânea e genérica, questionando a sua oportunidade e aplicação prática. Durante a discussão no Parlamento, o partido enfatizou a necessidade de soluções mais detalhadas e de fundamentação técnica.
O debate, agendado pelo PS, acabou por se transformar numa troca de acusações sobre responsabilidades entre o governo socialista e a oposição do AD. A sessão manteve o foco nas opções políticas para reduzir internamentos sem necessidade clínica, sem chegar a uma solução comum.
Reações políticas
- PSD: aponta falhas de timing e de conteúdo da proposta, defendendo estudos e medidas mais específicas antes de avançar.
- PS: defende a urgência de tratar o fenómeno dos internamentos sociais e apelou à viabilização do projecto, numa perspetiva de reduzir situações de internamento indevido.
- Ainda não houve acordo sobre o caminho legislativo ou sobre critérios de implementação, mantendo o tema sob escrutínio parlamentar.
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