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Portugal congela 25 milhões de euros por sanções contra a Rússia

Portugal bloqueia cerca de 25 milhões de euros em contas por violação de sanções russas e branqueamento, ligado a imóveis de luxo e a empresários próximos de Putin

Cerca de 25 milhões de euros estão congelados
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  • Aproximadamente 25 milhões de euros estão congelados em contas bancárias em Portugal, por violação de sanções contra a Rússia ou suspeitas de branqueamento de capitais, sobretudo no setor imobiliário de luxo.
  • O Ministério Público tem 26 inquéritos relativos a medidas restritivas após a invasão da Ucrânia pela Rússia, conforme a Procuradoria-Geral da República.
  • Entre os investigados estão cidadãos russos ligados a altas figuras do regime, incluindo Tatyana Golikova, e há menções a familiares usados como beneficiários em negócios em Portugal.

•-Indicam também que empresas russas recorrem a testa-de-ferro portugueses e a cidadãos ucranianos para ocultar a origem do dinheiro.

  • O Serviço de Informações de Segurança indicou acompanhar a presença de indivíduos associados ao regime de Vladimir Putin em Portugal, destacando potenciais ligações ao branqueamento de capitais e evasão de sanções.

Cerca de 25 milhões de euros estão congelados em contas bancárias em Portugal, devido a alegadas violações de sanções contra a Rússia ou suspeitas de branqueamento de capitais. Os ativos concentram-se principalmente em operações no setor imobiliário de luxo, segundo informações da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O Ministério Público (MP) tem 26 inquéritos abertos relativos às medidas restritivas impostas após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. As investigações envolvem cidadãos russos e entidades associadas, bem como intermediários em Portugal e noutros países.

Entre os casos em análise estão ligações a figuras próximas do círculo de Vladimir Putin, incluindo a aliada política Tatyana Golikova, ex-vice-primeira-ministra russa, e o seu agregado familiar em negócios em Portugal. O caso de imóveis de luxo em Cascais foi noticiado pela imprensa após denúncias de investigação.

Atualizações indicam que houve uma transferência de 800 mil euros bloqueada e ações de arrombamento de um cofre em Lisboa, associadas a operações de compra de imóveis no país. As autoridades destacam o papel de intermediários portugueses e de cidadãos ucranianos usados como frontal.

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) confirmou acompanhar a presença de elementos ligados ao regime de Putin em Portugal. Em comunicado, o SIS indicou que a atividade desses indivíduos pode enquadrar-se em branqueamento de capitais e evasão de sanções, dependendo dos contextos.

Autoridades destacam que as empresas russas costumam recorrer a testas de ferro em território nacional. O objetivo alegado é ocultar a origem do dinheiro e contornar as restrições financeiras impostas à Federação Russa.

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