- O Porto avança com a Operação de Reabilitação Urbana da Foz Velha para recuperar 39 ilhas habitacionais privadas, com melhoria de salubridade, habitabilidade e morfologia, num investimento estimado de 11,5 milhões de euros.
- A ORU prevê mudanças na Esplanada do Castelo até 2031 e intervenções em espaços simbólicos como o Jardim do Passeio Alegre e o Jardim dos Ingleses, com criação de ciclovia.
- As 39 ilhas, que ocupam pouco mais de um hectare, apresentam, segundo o diagnóstico, obras ligeiras em 30,8 por cento, obras profundas em 55,37 por cento e reconstrução ou construção nova em 13,83 por cento.
- Além das ilhas, a reabilitação envolve o sanatório da Foz do Douro (investimento de 1,3 milhões de euros, até 2031) e o Forte de S. João Baptista (quatro milhões de euros), com requalificação de espaços verdes junto à frente ribeira.
- Também está prevista uma ciclovia estructurante de 2,45 quilómetros entre Jardim dos Ingleses e Jardim do Cálem, com custo de 612,5 mil euros, prevista entre 2028 e 2035.
Pelo mapa da Foz Velha, 39 ilhas formam os tradicionais conjuntos de habitações operárias do Porto. A Câmara Municipal do Porto propõe, com a Operação de Reabilitação Urbana (ORU) da Foz Velha, a sua recuperação, a ser votada a 3 de fevereiro.
O objetivo é melhorar salubridade, habitabilidade e morfologia destes conjuntos, que ocupam pouco mais de um hectare. O estado de cada ilha varia, com estimativas de obras ligeiras em 30,8%, obras profundas em 55,37% e reconstrução ou construção nova em 13,83%.
A estimativa global de investimento soma 11,5 milhões de euros. O projeto visa manter os conjuntos sempre que possível, resguardando a funcionalidade e a vivência urbana, sem descurar o espaço envolvente. Investidores têm adquirido ilhas, com impactos na permanência de moradores históricos.
Intervenção na Esplanada do Castelo
Na mesma reunião pública, o executivo vota a submissão do projeto da ORU da Foz Velha à discussão pública e o envio para o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, para parecer não vinculativo. As propostas abrangem também a reorganização de espaços simbólicos da zona até 2031.
A Esplanada do Castelo sofrerá uma requalificação com áreas de estadia diversificadas e percursos para diferentes públicos e eventos, com foco em conforto e segurança do peão. Será alvo de redução da exposição ao ruído rodoviário, através de alteração do pavimento.
Outras requalificações previstas
O plano assenta na requalificação do Forte de S. João Baptista, com criação de um espaço interpretativo e museológico, e na requalificação do antigo sanatório, incluindo a sua possível ocupação para várias valências culturais e científicas, com custos estimados de 4 milhões e 1,3 milhão, respetivamente.
Além disso, a reabilitação de espaços verdes junto ao Douro e à frente atlântica visa aproximar a Foz Velha da água, tornando-a espaço público por excelência. Nos jardins Jardim do Passeio Alegre, Jardim dos Ingleses, Jardim de Sobreiras e no Espaço Verde do Molhe Novo estão previstos trabalhos de pavimento e mobiliário.
Infraestruturas e mobilidade
Entre as ações, destaca-se a criação de uma ciclovia estruturante que segue a marginal, com 2,45 quilómetros entre o Jardim dos Ingleses e o Jardim do Cálem. O custo estimado é de 612,5 mil euros, com previsão de implementação entre 2028 e 2035. Outros espaços da Foz também devem receber intervenções, incluindo a Praça de Liège e o Jardim Antero de Figueiredo, entre outros pontos.
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