- A Polícia Judiciária deteve em Barcelos um homem de 83 anos suspeito de ter tentado matar a tiro o vizinho duas vezes, em maio de 2024, quando subiu ao telhado da casa e disparou dois tiros em direcção ao alvo, passando-lhe os projéteis a centímetros da cabeça.
- Na última ocorrência, o suspeito foi detido pela Guarda Nacional Republicana e alegou ter utilizado uma arma de alarme; ficou sujeito a medidas de coação não privativas da liberdade, a aplicar pelo Tribunal Judicial de Guimarães.
- A tramitação do inquérito foi transferida para a Secção Especializada de Criminalidade Violenta de Guimarães, com a investigação delegada na Polícia Judiciária.
- Em meados de outubro de 2025 e no dia 19 de fevereiro de 2025, o suspeito voltou a ameaçar de morte o vizinho e a esposa, levando a novos mandados de busca e apreensão em moradas e viaturas a que tinha acesso em Portugal.
- Foi apreendida uma evidência relevante: quatro armas de fogo (duas caçadeiras e uma carabina) e centenas de munições; o arguido está indiciado por dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, dois crimes de ameaça agravada e um crime de detenção de arma proibida; será presente a tribunal para aplicação das medidas de coação.
O Governo deteve um homem de 83 anos suspeito de ter tentado matar à queima-roupa o vizinho em Barcelos, por duas vezes, em maio de 2024. As tentativas ocorreram no telhado da casa do agressor, com dois disparos em cada ocasião, a poucos centímetros da cabeça da vítima, que estava a construir uma habitação. A Polícia Judiciária (PJ) confirmou a detenção nesta quinta-feira.
Segundo a PJ, o caso de maio de 2024 originou medidas cautelares já em tribunal, com o arguido a alegar ter utilizado uma arma de alarme. A GNR de Barcelos efetuou a detenção na segunda ocorrência e o processo seguiu para o Tribunal Judicial de Guimarães, onde o arguido ficou sujeito a coação não privativa de liberdade. O inquérito transitou para a Secção Especializada de Criminalidade Violenta de Guimarães.
Novos desenvolvimentos e investigação
Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2025, a PJ indica que o suspeito voltou a subir ao telhado da própria casa e fez novas ameaças de morte ao vizinho e à esposa. Diante do historial e do receio de novas ações, foram emitidos novos mandados de busca e apreensão para as moradas e viaturas de acesso ao suspeito, em Portugal, com apoio de forças de segurança.
Durante as detenções, a GNR e a PJ apreenderam quatro armas de fogo: duas caçadeiras e uma carabina, bem como centenas de munições de diferentes calibres. O suspeito permanece indiciado por dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, dois crimes de ameaça agravada e um crime de detenção de arma proibida. O novo quadro processual prevê a apresentação do arguido a tribunal para aplicação das medidas de coação cabíveis.
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