- O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a detenção de Gerald Brown, ex-piloto da Força Aérea, acusado de treinar a Força Aérea chinesa para combater aeronaves norte-americanas, qualificando o caso como traição.
- Brown, de 65 anos, passou mais de dois anos na China e, em 2023, alegadamente contactou um cidadão chinês para treinar pilotos da China em operações de combate.
- A detenção ocorreu no estado de Indiana; na sua chegada à China, em dezembro de 2023, respondeu a questões das autoridades chinesas durante três horas.
- Descrito como antigo instrutor do F-35 Lightning II, Brown foi piloto de F-16, reformou-se em 1996 e trabalhou como instrutor em simuladores do F-35.
- O Departamento de Justiça lembra que, em 2017, outro piloto norte‑americano foi acusado de actos semelhantes e detido em 2022 na Austrália, também por alegado treino em benefício da China.
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a detenção de um piloto norte-americano acusado de ter treinado a Força Aérea chinesa para enfrentar aeronaves dos EUA. O homem, de 65 anos, é antigo oficial da Força Aérea e teria atuado sob a acusação de traição. A detenção ocorreu no estado de Indiana.
Segundo a acusação, o suspeito passou mais de dois anos na China, após ter chegado ao país em dezembro de 2023. No primeiro dia, respondeu a questões das autoridades chinesas sobre a Força Aérea norte-americana e só depois permaneceu no país por um longo período.
Gerald Brown foi piloto de F-16 e ocupou funções de comando, além de ter participado em missões de combate. Reformado em 1996, seguiu carreira privada como instrutor de simuladores do F-35, o que reforça a caracterização do caso pela justiça americana.
Detalhes da acusação
De acordo com o DOJ, Brown contactou em 2023 um cidadão chinês com quem manifestou a intenção de treinar pilotos da Força Aérea da China em operações de combate. O caso é descrito pela acusação como traição ao país. O FBI, na divisão de contraespionagem, informou os detalhes oficiais.
O FBI e o diretor da CIA, em mensagens públicas, sublinharam a importância do caso e a gravidade da atuação alegada. Não houve indicação de envolvimento de outras entidades oficiais além das já referidas nas informações judiciais.
Contexto
O DOJ lembrou que já havia havido casos semelhantes no passado, incluindo a acusação contra outro piloto norte-americano em 2017, com detenção ocorrida em 2022 na Austrália, também por alegado treino em benefício da China. As autoridades reiteraram o cumprimento da lei e a proteção de segredos militares.
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