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Método com IA e 3D melhora deteção de células cancerígenas

IA e 3D permitem triagem autónoma de células do colo do útero, prometendo diagnóstico mais rápido e preciso e detecção precoce

Novo método usa IA e 3D para melhorar deteção de células cancerígenas
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  • Uma equipa internacional, incluindo o português Fernando Schmitt da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, desenvolveu um método que usa inteligência artificial e tecnologia 3D para melhorar a deteção de células cancerígenas, divulgado esta quinta-feira.
  • O sistema faz um scan das células, reconstrói em tempo real uma imagem em 3D e usa algoritmos para identificar células anormais com maior exatidão, reduzindo o erro humano.
  • O método é apresentado como comparação à citologia tradicional (teste de Papanicolau) e é descrito pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto como capaz de triagem totalmente autónoma.
  • O objetivo é avançar para diagnósticos mais precoces do cancro do colo do útero, acelerando tratamentos que salvam vidas; a doença está relacionada com o HPV.
  • O estudo, com participação de cientistas, hospitais e empresas do Japão, China e Estados Unidos, promete estar acessível em vários países e fornecer um mapa visual da classificação celular.

Uma equipa internacional de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), revelou um método que combina inteligência artificial e tecnologia 3D para melhorar a deteção de células cancerígenas no colo do útero. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira.

Segundo o resumo divulgado pela FMUP, a utilização da IA na clínica permite avaliar características celulares e classificá-las como normais ou anómalas, contribuindo para diagnósticos mais precisos. O estudo, publicado na revista Nature, aponta para uma abordagem inovadora na citologia cervical, conhecida como teste de Papanicolau.

O trabalho demonstra, de forma comparativa, vantagens de uma análise automatizada de amostras de células do colo do útero em relação ao método tradicional de citologia clínica. O objetivo é acelerar o acesso a tratamentos que salvem vidas, especialmente ao detectar lesões precoces.

A pesquisa envolve investigadores, hospitais e parceiros de Japão, China e Estados Unidos. O professor Schmitt, também director da Unidade de Investigação RISE-Health, afirma que a automatização deste rastreio pode acelerar o diagnóstico do cancro do colo do útero, uma doença associada à infeção pelo Papilomavírus Humano (HPV) transmitida sexualmente e responsável por uma parcela relevante dos cancros femininos.

O novo sistema realiza um escaneamento celular e reconstrói, em tempo real, uma imagem tridimensional para visualizar melhor as suas caraterísticas. Em seguida, algoritmos avançados agrupam perfis semelhantes e identificam células anormais com maior exatidão, reduzindo o erro humano.

A abordagem baseada em IA oferece um mapa visual da classificação celular, proporcionando aos profissionais de anatomia patológica uma ferramenta de apoio à decisão. A FMUP sustenta que a automatização da citopatologia pode detetar lesões precoces e aprimorar o diagnóstico do cancro do colo do útero.

Espera-se que a tecnologia possa ter aplicação internacional, fortalecendo a luta contra o cancro cervical. A FMUP relembra os sinais de alerta, incluindo hemorragia vaginal anormal, aumento do fluxo vaginal, dor pélvica e dor durante as relações sexuais.

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