- Em 2024 mais de metade dos utentes referenciados para uma unidade de cuidados paliativos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (UCP-RNCCI) faleceram antes da admissão.
- O relatório da Entidade Reguladora da Saúde indica um aumento deste fenómeno em relação aos dois anos anteriores.
- A percentagem de admitidos reduziu-se no mesmo período.
- A avaliação aponta constrangimentos no acesso, com insuficiência e desigualdade na distribuição de unidades e camas.
- O estudo reforça que, apesar de a rede estar estruturada, persistem carências que impactam o acesso aos cuidados paliativos.
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) divulgou um estudo relativo a 2024, que revela constrangimentos no acesso a cuidados paliativos em Portugal. Mais da metade dos utentes referenciados para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (UCP-RNCCI) morreram antes da admissão.
A percentagem de admitidos diminuiu em relação aos dois anos anteriores, enquanto o estudo aponta um aumento do número de óbitos na espera por uma vaga. O panorama geral indica dificuldades de acesso aos serviços.
Segundo a ERS, apesar de a rede estar formalmente estruturada, persistem limitações de acesso. Este diagnóstico aponta para insuficiência e desigualdade na distribuição de unidades e camas de cuidados paliativos.
O relatório detalha ainda que os constrangimentos afetam a experiência de doentes e familiares, refletindo desequilíbrios regionais na oferta de camas e de serviços de suporte. A ERS sublinha a necessidade de clarificar apertos no acesso.
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