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Mafia controla hospital em Nápoles com cadáveres em ambulâncias e fraudes

Máfia napolitana infiltrou-se no hospital San Giovanni Bosco, com quatro detidos, simulando acidentes e transportando cadáveres em ambulâncias para lucrar com seguros

FOTO: Getty Images
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  • A polícia italiana prendeu quatro pessoas em Nápoles, ligadas ao clã Contini, que teriam infiltrado-se no hospital San Giovanni Bosco para receber indemnizações de seguros e transportar cadáveres com máscaras de oxigénio em macas, lucrando com ambulâncias privadas.
  • O grupo controlava serviços do restaurante e máquinas de venda automática no hospital, via ameaças e a conivência de alguns funcionários.
  • O esquema incluía a simulação de acidentes de viação para burlarem seguradoras e a obtenção de atestados médicos falsos para facilitar saídas de detidos.
  • O método mais macabro consistia em retirar cadáveres da morgue, transportar os corpos em ambulâncias privadas com máscaras de oxigénio para parecerem vivos e lucrar com o serviço.
  • Além dos quatro detidos, há setenta e seis pessoas sob investigação, entre ex-funcionários, três médicos, um elemento da Segurança Social e um polícia.

A polícia italiana prendeu na quarta-feira quatro pessoas por se infiltrarem no hospital San Giovanni Bosco, em Nápoles. O objetivo era manter um esquema criminoso com várias ramificações para receber indemnizações de seguros. O grupo também estaria envolvido no transporte ilegal de cadáveres em ambulâncias privadas, com máscaras de oxigénio para parecerem vivos.

As investigações apontam que o clã Contini, da máfia napolitana, liderava a rede dentro do hospital. Além disso, os suspeitos teriam controlado serviços do hospital, incluindo o restaurante e as máquinas de venda automática, com o envolvimento de funcionários.

Investigação e principais desdobramentos

O esquema incluía a simulação de acidentes de viação para burlar seguradoras e a emissão de atestados médicos falsos para facilitar a libertação de indivíduos detidos pelo grupo. As autoridades não detalharam os métodos de obtenção dos documentos.

O ponto mais grave envolve o transporte de cadáveres para evitar a passagem pela morgue. Os corpos eram retirados do hospital e transferidos em ambulâncias privadas, com o recurso a máscaras de oxigénio, gerando lucro com o serviço de transporte.

Quatro arguidos já foram detidos, incluindo três suspeitos ligados ao clã Contini e um advogado. Contudo, a investigação envolve 76 pessoas, incluindo ex-funcionários do hospital, três médicos, um elemento da Segurança Social e um polícia.

As autoridades continuam a recolher provas no hospital e a ouvir testemunhos para esclarecer a extensão das redes e a cadeia de responsabilidades. Não foram divulgadas informações sobre as eventuais prisões relacionadas com outros componentes do esquema.

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