- A indústria da região entre a Figueira da Foz e Leiria não tem capacidade para absorver a madeira derrubada pelas tempestades, estimando-se mais de dois milhões de metros cúbicos de pinho a remover, o que corresponde a metade do consumo industrial anual da fileira.
- A situação ficou evidente numa faixa costeira onde ventos fortes arrancaram pinheiros de grande porte, incluindo árvores com diâmetro próximo de um metro.
- Após o vento anómalo que assombrou o país na madrugada de 28 de janeiro, a árvore observada foi cortada pela base e os troncos e ramos removidos para desobstruir a via, mas a passagem revelou um grande registo de árvores derrubadas.
- Em várias zonas da região, as árvores tombaram em sequência, formando um autêntico efeito dominó e deixando um rasto de troncos e ramos espalhados no chão.
- Entre as áreas atingidas está o Pinhal do Rei, que também registou quedas significativas de pinheiros, reforçando o impacto generalizado na floresta entre Figueira da Foz e Leiria.
A madrugada de 28 de janeiro ficou marcada por ventos fortes que derrubaram pinheiros nas regiões entre Figueira da Foz e Leiria, com incidência na zona de Marinha das Ondas. Em Aveiro para sul pela A17, raízes de um pinheiro de grande porte foram avultadas pela força do vento e a árvore acabou por ser cortada pela base para desobstruir a via. O transporte seguiu com o pinheiro removido, mas o cenário de estragos manteve-se evidente nas serras da região.
A indústria madeireira confronta uma realidade preocupante: mais de dois milhões de metros cúbicos de madeira de pinho precisam de remoção na faixa litoral entre Figueira da Foz e Leiria, valor que representa quase metade do consumo anual da fileira. Os “resíduos” de troncos e ramos formam um rasto extenso no terreno, com várias árvores tombadas umas sobre as outras.
Impacto económico e ambiental
Os efeitos são sentidos não apenas na gestão de vias, mas também no abastecimento de matéria-prima para o setor industrial. O Pinhal do Rei, entre outros trechos, aparece entre as áreas mais afetadas, com muitos exemplares derrubados em sequência, gerando necessidade de coordenação entre autoridades, proprietários e empresas de também remoção e aproveitamento da madeira.
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