- O Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau repudiou a ingerência de um grupo restrito de deputados da Assembleia da República portuguesa nos assuntos do país.
- A reação surge após a Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas ratificar um texto conjunto condenando a incursão policial na Casa dos Direitos e a expulsão do embaixador da União Europeia, em 07 de fevereiro.
- O CNT afirma que a soberania da Guiné-Bissau não está à venda e que o destino do país não se decide em Lisboa.
- O CNT é o órgão que substituiu o parlamento guineense após a tomada de poder pelos militares, em 26 de novembro de 2025.
O Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau repudiou hoje o que classifica como ingerência externa de deputados da Assembleia da República de Portugal nos assuntos do país. A reação chegou um dia após a Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas ratificar um texto conjunto.
O CNT afirma que a soberania guineense não está à venda e que o destino do país não se decide em Lisboa. O comunicado foi divulgado à imprensa pela agência Lusa.
A polémica envolve uma incursão policial na Casa dos Direitos, na Guiné-Bissau, e a expulsão do embaixador da União Europeia, ocorridos a 7 de fevereiro, conforme o texto conjunto que motivou a reação de Lisboa.
Segundo o CNT, a situação evidencia uma intervenção indevida de um grupo restrito de deputados portugueses nos problemas internos guineenses. A instituição ressalva a legitimidade do processo político no país desde a tomada de poder pelos militares em 26 de novembro de 2025.
A nota destaca que a Guiné-Bissau mantém a via institucional própria para resolver questões internas, sem influências externas. A posição do CNT é de repúdio e de defesa da autonomia do território e das instituições nacionais.
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