- Grupo de origem irlandesa atua nas zonas afetadas pela tempestade Kristin desde 28 de janeiro, oferecendo reconstrução de telhados e fachadas a preços muito baixos e desaparecendo após receber dinheiro.
- O grupo apresenta-se com camiões e maquinaria pesada, afirma estar a realizar uma obra e ter sobrado alcatrão, e pode recorrer à violência para cobrar valores superiores aos combinados.
- O modus operandi levou a um alerta da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da câmara de Leiria.
- A GNR divulgou um vídeo explicando a atuação do grupo, conhecido como “gang do alcatrão” e que já foi detetado noutros países europeus e em Portugal em anteriores ocasiões.
- A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) tem estado na região a fiscalizar atividades económicas; foram instaurados dois processos-crime por especulação de preços com telhas e treze contraordenações por falhas de higiene e segurança.
Um grupo de origem irlandesa, apelidado de gang do alcatrão, tem atuado junto das vítimas das tempestades na região de Leiria desde 28 de janeiro. Abordam pessoas oferecendo reabilitar telhados e fachadas a preços baixos, para de seguida desaparecer com o dinheiro.
Quem aceita o trabalho é pressionado, com camiões e maquinaria pesada a acompanhar a falsa intervenção. A promessa de recuperação de obras dá lugar a agressões e cobranças de valores superiores ao combinado.
A GNR divulgou um vídeo que detalha o modus operandi repetido noutros países europeus e em Portugal. O alerta foi extendido pela câmara de Leiria, que acompanha a situação com as autoridades locais.
Acompanhamento e Fiscalização
A ASAE tem estado na zona para travar aproveitamentos da tragédia. Em 630 ações de fiscalização, foram instaurados dois processos-crime por especulação de preços com telhas e 13 por falhas de higiene e segurança, nos concelhos da Batalha e Coimbra.
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