- Autoridades mexicanas encontraram em Tapalpa, Jalisco, documentos e folhas de pagamento no valor de milhões de pesos mexicanos e dólares, ligados ao narcotraficante El Mencho, morto numa operação do exército.
- Os papéis, alguns manuscritos e outros digitais, indicam o controlo do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) em atividades ilícitas e pagamentos a polícias, militares e outras autoridades, bem como a hackers, funcionários públicos e empresas.
- Segundo a reportagem do El Universal, há referências a subornos: cerca de três mil euros à polícia de Atemajac de Brizuela, mais de quatro mil euros à polícia de Chiquilistlán e quase sete mil euros à polícia de Tapalpa.
- No mês de dezembro, El Mencho teria faturado mais de 500 mil euros com venda de droga e de receitas de máquinas de jogo, além de manter despesas na estrutura criminosa em Tapalpa, que somaram quase 100 mil euros.
- O registo menciona ainda pagamentos a vigias e operacionais, bem como ao contabilista conhecido como El Tuli (15 mil euros), ambos mortos na operação; El Mencho liderava o CJNG, considerado organização terrorista pelos Estados Unidos.
O grupo CJNG, liderado por Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, está no centro de uma investigação sobre corrupção e operações ilícitas. Documentos encontrados indicam pagamentos a autoridades, através de uma folha de pagamentos e registos digitais, em uma casa ligada ao líder morto.
As autoridades mexicanas encontraram centenas de papéis e ficheiros, em dólares e pesos, numa residência associada a “El Mencho”. Os documentos abrangem pagamentos a polícias, militares, hackers, funcionários públicos e empresas envolvidas em atividades criminosas.
Local, data e contexto
A operação que resultou na morte de “El Mencho” ocorreu no domingo, durante uma ação do exército mexicano. O cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) é apontado como uma das organizações criminosas mais violentas do país e foi designada como organização terrorista pelos EUA no ano anterior.
Conteúdos dos registos
Entre os documentos, alguns eram manuscritos e outros estavam em computadores. Revelam o controlo do CJNG em várias atividades ilícitas e referem subornos a forças policiais nas cidades de Atemajac de Brizuela e Chiquilistlán, com pagamentos de cerca de 3 mil euros e 4 mil euros, respetivamente.
Investigações e valores
Outra referência aponta para um pagamento de quase 7 mil euros à polícia de Tapalpa, região onde “El Mencho” foi abatido. Os registos também indicam que, no mês de dezembro, o grupo faturou mais de 500 mil euros com venda de droga e com receitas de máquinas de jogo.
Despesas e estrutura operativa
Um registo de dezembro detalha gastos na manutenção da estrutura criminosa em Tapalpa, próximo de 100 mil euros. Outros registos listam pagamentos a vigias, seguranças, habitação, alimentação e combustível, por semana.
Contabilista e desfecho
Consta ainda um pagamento de 15 mil euros a “El Tuli”, o contabilista de “El Mencho”, que também foi morto na operação. O líder do CJNG era um dos narcotraficantes mais procurados e, segundo análise internacional, comandava uma rede com forte presença territorial.
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