- Emigrantes regressam a Casal dos Bernardos, no concelho de Ourém, um mês depois da tempestade Kristin, para reconstruir danos nas casas e limpar a floresta.
- O anexo da família Dias, emigrante em França há mais de 50 anos, ficou destruído, tal como parte do telhado da casa principal construída no final dos anos sessenta.
- Fernando Dias Bastos, 52 anos, nascido em Tours e funcionário público em Paris, esteve na aldeia logo após a tempestade e descreve o trabalho a fazer, de forma faseada.
- A eletricidade já foi restabelecida na rua, mas ficaram cabos de média e baixa tensão tombados; há preocupação com incêndios devido ao calor dos meses de verão.
- A autarquia afirma que metade das casas da aldeia é propriedade de emigrantes, grandes parte residentes em França, que regressaram recentemente para avaliar os estragos.
Em Casal dos Bernardos, no concelho de Ourém, emigrantes regressam desde o temporal Kristin para avaliar danos e limpar a floresta, quase um mês após a ocorrência. A casa principal parte do telhado ficou danificada e o anexo ficou quase destruído.
Fernando Dias Bastos, emigrante em França há mais de 50 anos, voltou a Portugal no fim de semana passado para acompanhar os trabalhos de recuperação. A família também reside em França, à semelhança de muitos habitantes da freguesia.
Danos e perspetivas
Luísa Mendes de Bastos, 81 anos, descreveu a limpeza de detritos enquanto queimava resíduos no jardim. A casa de anexo ficou partida ao meio, com árvores de porte tombadas na madrugada de 28 de janeiro e postes de eletricidade danificados. A eletricidade foi restabelecida na rua, mas houve dificuldades com as telecomunicações.
Fernando Dias está a construir no jardim uma casa de madeira para as férias dos filhos, com o objetivo de oferecer um espaço seguro após a tragédia. As telhas novas do telhado da casa principal foram compradas pouco após o incidente, a um custo simbólico.
A autarquia de Ourém indica que metade das casas da aldeia pertence a emigrantes, muitos residentes em França que regressaram para avaliar os estragos. O receio persiste quanto a novos temporais e ao calor extremo de verão, que pode aumentar o risco de incêndios.
Conservação e recursos
No interior do barracão danificado, ainda se observam loiças partidas e material de construção espalhado. Entre os objetos, encontra-se um exemplar do jornal Le Monde de 1997. As telhas velhas do barracão serão oferecidas a quem precisar, segundo a família.
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