- Em três anos, entre 2022 e 2024, morreram mais de cinco mil utentes referenciados para cuidados paliativos à espera de uma vaga.
- O estudo divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) analisa o acesso aos cuidados paliativos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
- Em 2022, ocorreram 1596 óbitos de utentes referenciados para as Unidades de Cuidados Paliativos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, correspondendo a 48% dos referenciados.
- Em 2023 houve 1638 óbitos, representando 47,5% dos utentes referenciados para cuidados paliativos.
- Em 2024 morreram 1862 utentes referenciados, equivalente a 53% dos referenciados, totalizando mais de cinco mil óbitos no período.
Em três anos, entre 2022 e 2024, mais de cinco mil utentes referenciados para unidades de cuidados paliativos morreram à espera de uma vaga. O estudo, divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde, baseia-se no SNS e na RNCCI.
Em 2022, 1596 óbitos ocorreram entre utentes referenciados para as Unidades de Cuidados Paliativos da RNCCI, o que representou 48% dos referenciados nessa altura. O universo envolve utentes no circuito de cuidados continuados.
No ano seguinte, em 2023, houve 1638 óbitos, equivalentes a 47,5% dos referenciados para cuidados paliativos. A mortalidade manteve-se elevada, ainda que estável face a 2022.
Dados por ano
Em 2024, mais da metade dos utentes referenciados morreu antes de conseguir uma vaga: 1862 óbitos, representando 53%. Além disso, apenas um terço dos inscritos foi admitido nos serviços de cuidados paliativos.
O relatório reforça que o atraso na admissão resulta em mortes entre utentes já referenciados para estas unidades. A entidade reguladora sublinha a necessidade de reduzir tempos de espera e de ampliar a oferta de vagas.
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