- Património edificado de Alcácer do Sal sofreu danos graves e está a ser monitorizado, após intervenção do Exército para estabilizar a encosta do Castelo.
- A CCDR do Alentejo já regista estragos em pelo menos seis concelhos da região, com impactos em reservas arqueológicas, museus, igrejas e património classificado.
- A situação mais urgente envolve a estabilização da encosta do Castelo de Alcácer do Sal, com monitorização contínua após a intervenção inicial.
- Em Estremoz houve derrocada no baluarte da fortificação e no Castelo de Veiros; também houve danos em Vila Ruiva, Marvão e outras referências patrimoniais na região.
- A reparação pode exigir alguns milhões de euros, segundo a CCDR do Alentejo, com novos casos a continuar a chegar.
O património cultural edificado de Alcácer do Sal sofreu danos graves devido ao mau tempo, segundo a CCDR do Alentejo. A região regista estragos em imóveis históricos, com balanço ainda em atualização para outros concelhos.
A vice-presidente da CCDR Alentejo para a área da cultura, Ana Paula Amendoeira, descreveu a situação como muitíssimo crítica. Acompanhamento envolve inundações, derrocadas e danos em bens classificados, com prioridade na estabilização da encosta do Castelo de Alcácer do Sal.
A monitorização do território continua, mantendo em análise o levantamento de património afetado. Além de Alcácer, já foram reportados estragos em pelo menos seis concelhos do Alentejo, incluindo Estremoz, Elvas, Monsaraz, Serpa, Marvão e Vila Ruiva.
Em Estremoz, ocorreram derrocadas no baluarte da fortificação e no Castelo de Veiros, associadas a derrames provocados pelo mau tempo que percorreu o país a partir de final de janeiro. Também houve danos na Ermida de Nossa Senhora dos Mártires e infiltrações na Igreja da Misericórdia.
Noutras zonas, o Desabamento de parte de muralhas ocorreu em Monsaraz, enquanto em Serpa desmoronou parte do paramento da Nora do Núcleo Intramuros. Em Marvão, o Convento de Nossa Senhora da Estrela sofreu com telhas caídas e infiltrações.
As autoridades apontam que muitos edifícios já apresentavam fragilidades, agravadas pela falta de manutenção. Os custos de reparação devem exigir vários milhões de euros, segundo a CCDR Alentejo, com necessidade de monitorização contínua e de intervenções de curto prazo para evitar novos desmoronamentos.
A CCDR reforça que o levantamento pode continuar a revelar novos casos de estragos, mesmo com a melhoria das condições climáticas. O objetivo é apurar a extensão real dos danos e definir uma estratégia de intervenção adequada.
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