- Mulher de 57 anos apresentava-se como arquiteta bem-sucedida e com elevado poder económico, ganhando a confiança de homens com dinheiro através das redes sociais.
- O esquema consistia em encontros marcados, onde a burlona ficava a pagar as despesas iniciais e passava a viver à conta das vítimas.
- Conduzia as vítimas a investir em imóveis de elevado rendimento em Lisboa, apresentando documentos falsos e exigindo pagamentos em dinheiro vivo.
- Nos casos investigados pela Polícia Judiciária de Braga, a burlona conseguiu sacar mais de 200 mil euros a duas vítimas, com risco de multiplicar-se por todo o país.
- Anabela Carvalho, 57 anos, detida no Porto pela PJ de Braga e enviada a Ponte de Lima, encontra-se em prisão preventiva; já cumpriu pena por burlas e utilizava o alias Helena Martins.
Anabela Carvalho, de 57 anos, foi acusada de atuar como burlona do amor, tendo já cumprido pena por burlas. Construiu uma imagem de arquiteta bem-sucedida e de elevado poder económico, apoiada por documentos falsos.
A investigação da Polícia Judiciária (PJ) de Braga aponta que a acusada utilizava redes sociais para conquistar homens com dinheiro estável. Aproximava-se, era bem-sucedida e envolvia-se financeiramente com as vítimas.
No esquema, a burlona encontrava-se com as vítimas e oferecia as despesas iniciais. Instalava-se nas casas dos alvos, apresentando-se como casada, e persuadia-os a investir em imóveis de rendimento elevado em Lisboa, com pagamentos em dinheiro vivo.
A PJ apura que, com o recurso a documentos falsos, Anabela mantinha o controlo financeiro e desaparecia assim que as vitimas levantavam o dinheiro. A soma ultrapassa os 200 mil euros nos dois casos apurados.
O caso mais recente ocorreu no final do ano passado, em Ponte de Lima. A suspeita deixou roupas e pertences nas casas das vítimas antes de fugir. A detenção ocorreu na quarta-feira, no Porto, pela PJ de Braga.
De seguida, Anabela foi apresentada ao Tribunal de Ponte de Lima, na quinta-feira, ficando em prisão preventiva. As autoridades indicam que muitos casos podem ainda estar por esclarecer, com possíveis novas vítimas por todo o país.
Detenção e próximos passos
A investigação continua para identificar outras eventuais pessoas lesadas. A PJ reforça que utiliza dados de redes sociais para apurar situações de burlas com caracter artístico de sedução. O processo segue em curso nos tribunais.
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