- O Governo informou que a solução para descongestionar a Via de Cintura Interna (VCI) está na concretização técnica e processual, em curso.
- A medida envolve articulação com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e os municípios do Porto e Gaia.
- A ação acontece após a entrada em vigor da isenção de portagens para pesados na Circular Regional Exterior do Porto (CREP), visando a operacionalização da solução de descongestão da VCI.
- A lei publicada clarifica a isenção para veículos pesados das classes 3 e 4 nas vias CREP, A41, A19 e A8, retroativa a 1 de janeiro.
- Os reembolsos para portagens já pagas podem ser solicitados aos fornecedores de serviço de portagem; o custo total da isenção foi estimado anteriormente em cerca de 10 milhões de euros.
O Governo afirma que a solução para descongestionar a Via de Cintura Interna (VCI) passa pela concretização técnica e processual. A afirmação surge após a entrada em vigor da isenção de portagens para veículos pesados na Circular Regional Exterior do Porto (CREP).
A resposta oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação, enviada à Lusa, indica que a fase atual envolve articulação com várias entidades. Participam a ANSR, a GNR, a PSP e os municípios do Porto e de Gaia para operacionalizar a solução de desilhamento da VCI.
Estas medidas emergem na sequência da decisão tomada pelo presidente da Câmara do Porto, que anunciou a proibição de passagem de pesados na VCI, após a entrada em vigor da isenção de portagens na CREP/A41. A norma clarifica que a isenção se aplica aos pesados das classes 3 e 4.
A legislação publicada no Diário da República inclui a suspensão de portagens nas A41 CREP, A19 e A8, com retroatividade a janeiro. Veículos de mercadorias poderão solicitar reembolso dos custos de portagem desde 1 de janeiro, mediante apresentação de comprovativos aos fornecedores de serviço.
Sobre o valor e o âmbito financeiro, o Governo não disponibilizou um cálculo oficial de impacto. Em novembro, o ministro estimou cerca de 10 milhões de euros anuais para uma isenção total nas horas de ponta, sem confirmar o montante final.
Medidas carregadas de custos para as vias regionais
O deputado Frederico Francisco indicou que a isenção não tinha sido aplicada em janeiro, apesar de aprovada no OE2026. O PS viu aprovada a medida contra o entendimento de PSD e CDS-PP, com o apoio de vários partidos. Pedro Duarte já tinha indicado, no final do ano passado, que propôs a restrição de passagem de pesados na CREP para horas de ponta.
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