- O governo tentou rever salários, mas os vencimentos no topo do Banco de Portugal continuam a subir ao ritmo da Função Pública.
- O Ministério das Finanças convocou uma comissão de vencimentos para estudar os salários da autoridade monetária.
- A comissão pediu estudos sobre remunerações dentro do Banco de Portugal, incluindo comparação com outros bancos centrais e com profissionais internos.
- Os salários voltaram a seguir uma fórmula com mais de duas décadas de vigência.
- A situação remete a um episódio anterior, quando Mário Centeno era governador e o governo quis reagir a polémicas com os consultores do supervisor, envolvendo tensão entre governador e ministro.
O Governo ordenou uma revisão aos vencimentos, mas os salários no topo do Banco de Portugal continuam a subir à boleia da Função Pública. A iniciativa visava entender as remunerações na autoridade e o seu alinhamento com o setor público.
Quem esteve envolvido: o Ministério das Finanças convocou uma comissão de vencimentos para investigar os recibos da autoridade, numa altura em que o ambiente entre o governador e o ministro era tenso pela polémica com os salários dos consultores do supervisor.
Quando e onde ocorreu: o esforço foi iniciado durante o mandato de Mário Centeno como governador, com a comissão a reunir no Banco de Portugal, em Portugal, e a pedir estudos sobre remunerações dentro da instituição, incluindo comparação com outros bancos centrais e com profissionais internos.
Contexto e desdobramentos: a comissão solicitou estudos que ainda não foram divulgados. Enquanto isso, as remunerações da direção e de altos quadros voltaram a acompanhar a progressão normativa da Função Pública, deixando pendente a análise pedida pelos técnicos.
Resumo: o episódio documenta uma tentativa de escrutínio das remunerações do Banco de Portugal, cuja implementação restante depende da divulgação dos estudos pedidos pela comissão.
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