- Em 3 de setembro, a Autoridade da Mobilidade e Transportes anunciou uma Ação de Supervisão ao acidente do elevador da Glória, com resultados a divulgar com a maior celeridade possível.
- Em 6 de outubro, a AMT afirmou que a supervisão seria realizada apenas após a conclusão das ações de investigação e inspeção em curso, por natureza jurídica.
- Em 20 de janeiro, o Público pediu acesso ao relatório; a AMT reconheceu não existir relatório e explicou que aguardava o fim das investigações para não perturbar o processo.
- A empresa explicou que, seguindo as conclusões do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários e de outras entidades, não faria sentido realizar diligências adicionais de fiscalização.
- Atualmente decorrem investigações do GPIAAF, do Ministério Público e da Carris; há um relatório preliminar divulgado em outubro e o resultado deverá ser tornado público no final do ano.
Foi anunciado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que iria realizar uma Ação de Supervisão ao acidente do elevador da Glória, com divulgação dos resultados na maior celeridade. O anúncio ocorreu no dia 3 de setembro, quando o número de mortes ainda não estava definido.
A AMT, representada pela presidente do Conselho de Administração, Ana Paula Vitorino, expressou ainda as condolências às famílias das vítimas e desejou rápidas melhoras aos feridos. A entidade afirmou que a supervisão seria de natureza jurídica, dependendo de ações de investigação e inspeção em curso.
Ausência de relatório e impedimentos
Semanas depois, o jornal questionou a AMT sobre o relatório da ação de supervisão e recebeu, a 6 de outubro, a informação de que a supervisão só ocorreria após as ações de investigação serem concluídas. A AMT explicou que não houve relatório por respeitar as competências das entidades envolvidas.
Em 20 de janeiro, o jornal pediu o acesso ao relatório por via da Lei de Acesso aos Documentos Administrativo (LADA). Com a falta de resposta, houve queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). A AMT reconheceu não possuir relatório, dizendo ter aguardado o fim das investigações para não perturbar o processo.
Além disso, a AMT destacou que, após as conclusões do GPIAAF e de outras autoridades, permanecem esclarecidas as principais questões do incidente. A instituição afirmou que não faria sentido realizar diligências adicionais de natureza jurídica, dadas as atribuições de fiscalização.
Investigações em curso
Ainda decorre a investigação científica do GPIAAF ao acidente do elevador da Glória, cuja divulgação de relatório final está prevista para o final deste ano. Paralelamente, o Ministério Público investiga eventuais responsabilidades criminais, e a Carris também conduz uma apuração.
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