Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O que significa ser nacionalista hoje? Debates e definições

Nacionalismo ressurgente globalmente divide entre formas étnicas e cívicas; o desafio é redefinir pertença numa era de mobilidade

Megafone P3
0:00
Carregando...
0:00
  • O nacionalismo volta a ocupar o centro da esfera pública, mantendo o foco na nação e no bem-estar coletivo, seja pela linguagem, símbolos ou movimentos sociopolíticos.
  • Ao longo do século XX destacou-se tanto em movimentos totalitários quanto em lutas de independência; hoje o desafio é entender o que significa o sentimento de pertença no mundo globalizado.
  • Existem dois tipos de nacionalismo: étnico (em torno de raça, religião e língua) e cívico (direitos iguais a todos os cidadãos, independentemente de raça, religião, língua ou cultura).
  • Em grandes potências, a reafirmação da identidade nacional pode parecer desnecessária ou perigosa, com exemplos como ações associadas à defesa da soberania que mantêm um discurso estreito de pertença.
  • Em sociedades diversas, surgem questionamentos sobre como pensar a nação quando a diversidade étnica, cultural ou religiosa é grande, levando a debates sobre reformular o sentimento de pertença em vez de o abandonar.

O nacionalismo mantém-se no centro da esfera pública, numa evolução que mistura passado e presente. O conceito continua a centrar-se na nação e no bem-estar que se promove, por vezes de forma explícita ou implícita. A história mostra ambiguidades: serviu de motor a movimentos independentes e, também, a ideologias totalitárias.

No pós-1945, em que a maior parte dos Estados é reconhecida pela ONU como soberana, caberia esperar menor afirmação nacional. Contudo, o fenómeno ressurgiu, especialmente nas grandes potências, onde a identidade nacional é reinventada como elemento político central. A expressão varia entre defesa da soberania e política interna estreita.

A globalização dificulta a afirmação de uma identidade homogénea, com circulação global de pessoas, bens e informação. O reforço de fronteiras aparece como resposta a uma perceção de ameaça, alimentando narrativas de “outro” que, na prática, já faz parte da própria sociedade.

Níveis extremos do nationalismo têm surgido quando se idolatra um passado opressor ou quando movimentos políticos promovem uma visão de pertença rígida. Em contextos recentes, casos de exacerbação de identidades têm sido observados em ambientes públicos, com referências históricas contestadas.

Tipos de nacionalismo

  • Nacionalismo étnico: baseia-se em raça, religião ou língua, definindo pertença por traços herdados.
  • Nacionalismo cívico: oferece direitos iguais a todos os cidadãos, independentemente de origem, cultura ou crenças.

A ideia de nacionalismo persiste, mas a pergunta atual não é se ele deve subsistir, e sim qual forma se aceita. O desafio contemporâneo pode passar por reformular a pertença, não por eliminá-la.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais