- Cerca de 400 hectares de vinha em Alenquer foram afetados pelo mau tempo, com um prejuízo de 1,7 milhões de euros, segundo a Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CVRLVT).
- Os danos abarcam deslizamentos de terras, abatimentos e deformações do solo, destruição de armações, danos em drenagens e acessos internos, comprometendo o arranque do ciclo vegetativo.
- A CVRLVT alerta que estes impactos comprometem a campanha deste ano e colocam em situação de elevada vulnerabilidade financeira várias explorações, incluindo cerca de 2.000 unidades económicas ligadas ao setor.
- No âmbito da calamidade, 22 novos concelhos foram integrados aos 68 já abrangidos, para enfrentar os fenómenos meteorológicos intensos ocorridos entre janeiro e fevereiro.
- O setor vitivinícola enfrenta ainda uma conjuntura difícil, com quebra de consumo nos mercados, pressão sobre preços, aumento de custos e necessidade de investimento em adaptação climática.
Cerca de 400 hectares de vinha no concelho de Alenquer foram afetados pelo mau tempo das últimas semanas. O impacto foi estimado em 1,7 milhões de euros, com os prejuízos declarados à CCDRLVT e comunicados pela CVRLVT. A campanha deste ano fica comprometida.
As áreas danificadas sofreram deslizamentos, abatimentos e deformações do solo, destruição de armações, danos em drenagens e acessos. Maquinaria não consegue circular, atrasando o arranque do ciclo vegetativo e aumentando a vulnerabilidade financeira das explorações.
A CVRLVT realça que a sobrevivência económica de parte das 2.000 entidades locais está em causa, incluindo famílias, cooperativas e empresas que sustentam empregos e a economia rural. O setor enfrenta ainda custos crescentes e desafios de adaptação climática.
Calamidade ampliada a mais 22 municípios
Segue-se a atualização de calamidade: mais 22 concelhos juntaram-se aos 68 já abrangidos pelo Governo, segundo despacho em Diário da República. Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Anadia, Arganil, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Baião, Benavente, Cartaxo, Castelo de Paiva, Chamusca, Coruche, Faro, Mafra, Monchique, Mortágua, Oliveira do Hospital, Salvaterra de Magos, Sobral de Monte Agraço e Tábua.
O documento recorda que, em janeiro e fevereiro, o território continental foi afetado por fenómenos meteorológicos intensos e anómalos, provocando precipitação persistente e impactos na estabilidade das regiões afetadas. A calamidade é a opção mais grave de três estados previstos na lei.
Após os temporais, oito partidos registaram perdas: casas, empresas, infraestruturas, estradas e serviços básicos ficaram danificados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas.
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