- Começou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, o julgamento do homem acusado de homicídio na forma tentada, ofensa à integridade física na forma qualificada e dano qualificado, por agressão com 150 facadas a uma mulher que conheceu no Tinder, no parque de estacionamento do centro comercial Alvaláxia, em Lisboa, no dia 28 de maio de 2025.
- O Ministério Público aponta ainda para perseguição, falsidade informática e detenção de arma proibida, em consequência do bloqueio da vítima nas redes sociais e de tentativas de contacto por diferentes vias.
- Testemunhas relataram que o arguido sorriu após o esfaqueamento e pareceu satisfeito com as agressões, mesmo quando já estava imobilizado, com um aspeto que foi descrito como não normal.
- Uma testemunha viu a vítima dizer que iria apresentar queixa à polícia; o agressor retirou a mochila das costas e mostrou uma arma branca, iniciando o ataque.
- A faca apresentava desgaste e ficou deformada pelo número de golpes; a vítima foi socorrida no local e sobreviveu após várias intervenções cirúrgicas.
O julgamento do homem acusado de agressões graves começou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, em Lisboa. O caso envolve uma mulher que conheceu no Tinder, a quem o arguido desferiu 150 facadas no parque de estacionamento do centro comercial Alvaláxia, a 28 de maio de 2025. As acusações incluem homicídio na forma tentada, ofensa à integridade física na forma qualificada e dano qualificado, além de perseguição, falsidade informática e detenção de arma proibida.
Testemunhas descrevem que, após a vítima ter dito que iria apresentar queixa à polícia, o arguido retirou a mochila das costas e puxou uma arma branca, iniciando o ataque. O crime ocorreu no estacionamento do centro comercial Alvaláxia, em Lisboa, durante o fim de tarde.
Na audiência, dois depoimentos destacaram a expressão facial do arguido após o esfaqueamento. Segundo as testemunhas, ele sorria como se tivesse cumprido o que pretendia. Também foi apontado que o homem apresentava, de modo geral, um ar tranquilo durante e após o ataque.
Outra testemunha relatou que, durante o ataque e depois de ter sido imobilizado, o arguido parecia alucinado, alheio às pessoas à volta, não parecendo num estado psíquico normal. A defesa questionou o ponto de vista, mas a testemunha reiterou a percepção de instabilidade associada ao tipo de crime cometido.
Também foi ouvido que, momentos antes do ataque, a vítima informou que não tinha falado com a polícia até então, mas que pretendia fazê-lo nesse instante. Um segundo relato indicou que a faca apresentava desgaste significativo, ficando deformada devido ao elevado número de golpes desferidos contra a vítima. Ela foi socorrida no local e sobreviveu após intervenção cirúrgica.
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