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Impactos do fecho do heliporto de Matosinhos, alerta da SEP Pré-hospitalar

Encerramento do heliporto de Matosinhos pode comprometer respostas de emergência; apelam à melhoria de infraestruturas e à reativação rápida

Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
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  • O heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, foi encerrado temporariamente devido a obstáculos nos canais de descolagem, levantamento e aterragem que colocam em risco a operação.
  • A decisão foi tomada após visitas técnicas com a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e envolve a possibilidade de tornar o heliporto elevado, a cerca de 10 metros, para aumentar a segurança.
  • A Direção da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) confirmou que a ANAC recomendou o cancelamento da atividade até ao processo de autorização ser revisto.
  • A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) pediu medidas para que os heliportos com condições de segurança sejam reabertos e funcionais, defendendo que a ausência de condições acarreta impactos nos meios de resposta.
  • Em 2025 o heliporto recebeu cerca de 90 voos, com a maioria dos doentes helitransportados a chegar aos hospitais da Área Metropolitana do Porto.

O heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, será encerrado temporariamente. A decisão foi tomada após a ANAC recomendar o cancelamento da atividade, devido a obstáculos nos canais de descolagem, levantamento e aterragem que põem em risco a operação.

A Administração da Unidade Local de Saúde de Matosinhos comunicou a suspensão enquanto a autoridade analisa o processo de autorização. A SPEPH e outras entidades já foram informadas do desenrolar da situação.

Segundo o documento da gestão de risco da ULSM, a localização atual não é a ideal face à envolvente. O relatório aponta que não há possibilidade de alterar o sentido dos canais de aproximação.

O texto aponta que o heliporto, de superfície, poderia passar a estar elevado, com cerca de 10 metros de altura, para melhorar a segurança. A decisão envolve também a avaliação de futuros ajustamentos.

De acordo com a SPEPH, a suspensão de helicópteros de emergência pode ter impactos na rede de transportes médicos de urgência. O presidente Carlos Silva reforçou a necessidade de condições de segurança adequadas em todos os heliportos.

A SPEPH defende que, quando existem estruturas sem condições, devem ser criadas as condições necessárias para a operacionalização segura. O presidente alerta para situações em outros hospitais, não apenas no Pedro Hispano.

A ULSM indicou que o heliporto recebe voos sobretudo para transferir doentes para os hospitais da Área Metropolitana do Porto. Em 2025, registaram-se cerca de 90 voos relacionados com helitransportes.

A Lusa solicitou esclarecimentos à ANAC e ao INEM e aguarda resposta. As informações oficiais já indicam a suspensão temporária enquanto o processo é revisto.

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